A Braskem (BRKM5) negou ter conhecimento de uma possível indicação do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, para se tornar um dos 11 membros efetivos do Conselho de Administração.
A petroquímica ressaltou em nota que a Assembleia Geral Ordinária da companhia ocorreu no dia 29 de abril e, portanto, todos os membros do Conselho já foram eleitos.
Na última segunda-feira (3), a agência de notícias Bloomberg divulgou que Mantega foi sondado pelo governo federal para integrar o conselho da Braskem. O ex-ministro teria afirmado que aceitaria a indicação, desde que sua nomeação fosse aprovada pelos acionistas.
“Fui sondado pela Casa Civil e me coloquei à disposição. (…) Se os acionistas e a Assembleia decidirem isso, então eu irei para o conselho da Braskem”, comentou Mantega à Bloomberg.
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Mantega também foi sondado para ser membro do conselho da Vale (VALE3)
Além da Braskem, o nome de Mantega também foi especulado na Vale (VALE3), mas para ocupar o cargo de CEO.
No entanto, diante das repercussões negativas, segundo a Folha de São Paulo, o próprio Mantega teria desistido da ideia.
Na época, os jornais informaram que a iniciativa de tornar Mantega CEO da Vale partiu do presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva.
Contudo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, negou que Lula tenha discutido a indicação do ex-ministro da Fazenda para liderar a Vale. De acordo com o ministro, o chefe do Executivo nunca interferiria diretamente em uma empresa de capital aberto.
A indicação de Mantega para a presidência da Vale surgiu no contexto da crise de sucessão na mineradorahttps://euqueroinvestir.com/mercados/vale-vale3-avalia-troca-de-presidente-em-meio-a-crise-de-sucessao, que chegou a especular o nome de Aloizio Mercadante, atual presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para a companhia.
A crise na sucessão começou quando acionistas de peso, como a Cosan (CSAN3), Previ, Mitsui e outros, começaram a ter divergências sobre a substituição ou não de Bartolomeo.
Em março, o conselho decidiu prorrogar o mandato do atual presidente da empresa, Eduardo de Salles Bartolomeo, que inicialmente terminaria em maio. Ele permanecerá à frente da empresa até 31 de dezembro.
Dois meses depois, a Vale contratou a consultoria internacional Russell Reynolds para auxiliar no processo de sucessão.






