Home
Notícias
Mercados
Lucro da Gerdau sobe 70% no 2T26, para R$ 1,45 bilhão e anuncia R$ 451 milhões em dividendos

Lucro da Gerdau sobe 70% no 2T26, para R$ 1,45 bilhão e anuncia R$ 451 milhões em dividendos

Ebitda ajustado avança 34%, impulsionado pela América do Norte; companhia anuncia R$ 451,3 milhões em dividendos

A Gerdau (GGBR4) registrou lucro líquido atribuível aos acionistas da controladora de R$ 1,45 bilhão no segundo trimestre de 2026, crescimento de 69,8% frente aos R$ 856,3 milhões apurados no mesmo período do ano passado.

Na comparação com o primeiro trimestre, quando o lucro foi de R$ 1 bilhão, o avanço alcançou 45,1%.

A receita líquida consolidada somou R$ 17,87 bilhões, altas de 2% em um ano e de 6,9% frente ao trimestre anterior. Já o Ebitda ajustado atingiu R$ 3,43 bilhões, crescimentos de 33,9% na comparação anual e de 16% no trimestre.

A margem Ebitda subiu de 14,6% no 2T25 para 19,2% no 2T26. No primeiro trimestre deste ano, o indicador havia ficado em 17,7%.

O lucro bruto avançou 39,3%, para R$ 2,83 bilhões. Com isso, a margem bruta passou de 11,6% para 15,8% em um ano.

Publicidade
Publicidade

América do Norte impulsiona Ebitda da Gerdau

A principal contribuição para o crescimento operacional veio da América do Norte. A receita líquida da região alcançou R$ 10,13 bilhões, alta anual de 10,8%.

O Ebitda ajustado do segmento cresceu 59%, para R$ 2,6 bilhões. A margem avançou de 17,9% no segundo trimestre de 2025 para 25,7% no mesmo período de 2026.

Na comparação com o primeiro trimestre, a receita da América do Norte aumentou 8,3%, enquanto o Ebitda avançou 15,4%.

O desempenho foi diferente no Brasil. A receita líquida do segmento recuou 8,6% em um ano, para R$ 6,69 bilhões. O Ebitda ajustado caiu 19,6%, para R$ 705 milhões, e a margem passou de 12% para 10,5%.

Apesar da queda anual, a operação brasileira apresentou recuperação frente ao primeiro trimestre. A receita cresceu 6,6% e o Ebitda aumentou 22% na comparação sequencial.

Na América do Sul, a receita líquida diminuiu 3,9% em um ano, para R$ 1,28 bilhão. O Ebitda, por outro lado, avançou 37,4%, para R$ 204,9 milhões, com expansão da margem de 11,2% para 16%.

Dívida financeira recua, mas caixa diminui

A dívida financeira da Gerdau, incluindo empréstimos, financiamentos e debêntures, encerrou junho em R$ 13,56 bilhões, redução de 4,4% frente ao final de 2025.

O caixa e as aplicações financeiras somavam R$ 5,44 bilhões, queda de 14,7% na mesma comparação. Pela diferença entre a dívida financeira e as disponibilidades, a dívida líquida ficou próxima de R$ 8,12 bilhões, aumento de aproximadamente 4%.

Os estoques chegaram a R$ 16,1 bilhões no encerramento do trimestre, crescimento de 9,3% frente a dezembro. As contas a receber avançaram 24,7%, para R$ 6 bilhões.

Leia também:

Gerdau anuncia R$ 451,3 milhões em dividendos

Além do balanço, o conselho de administração da Gerdau aprovou a distribuição de R$ 451,3 milhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,23 por ação.

Terão direito aos proventos os acionistas posicionados ao final do pregão de 19 de agosto. As ações passarão a ser negociadas sem direito aos dividendos a partir de 20 de agosto.

O pagamento está previsto para 11 de setembro.