O PicPay (PICS) registrou lucro líquido ajustado de R$ 283 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 135% na comparação com o mesmo período do ano passado. A receita líquida alcançou R$ 4,1 bilhões, avanço anual de 67%.
O lucro bruto somou R$ 1,2 bilhão, alta de 48%, enquanto a margem financeira atingiu R$ 2 bilhões, expansão de 65%. O resultado antes dos impostos ajustado, o EBT, cresceu 174%, para R$ 291 milhões. O retorno sobre o patrimônio líquido anualizado ficou em 20,2%.
Segundo o PicPay, os números superaram as projeções divulgadas anteriormente e refletem ganhos de escala, maior eficiência operacional e aumento da monetização dos clientes.
“Os resultados do segundo trimestre refletem a continuidade de um trabalho sólido, baseado em crescimento com rentabilidade, disciplina financeira e aprofundamento do relacionamento com os clientes. Seguimos avançando em eficiência operacional, diversificação das receitas e monetização da base, mantendo uma trajetória consistente de expansão”, afirmou Eduardo Chedid, CEO do PicPay.
Receita por cliente do PicPay avança 52%
As receitas provenientes de produtos sem risco ou de baixo risco cresceram 81% na comparação anual e passaram a representar 71% da receita do PicPay. Dentro desse grupo, as receitas de produtos de crédito com garantia avançaram 158%.
As linhas não relacionadas ao crédito, como carteira digital, adquirência, remuneração dos recursos depositados e seguros, cresceram 57%, para R$ 1,9 bilhão. A diversificação reduz a dependência do PicPay em relação aos empréstimos e amplia as fontes de monetização da plataforma.
A receita média por cliente ativo, conhecida pela sigla ARPAC, alcançou R$ 92 no trimestre, alta anual de 52%. O valor ficou mais de quatro vezes acima do custo de atendimento de R$ 21,30, que cresceu 13% no período.
A base de usuários chegou a 70,4 milhões, aumento de 10%. Já o volume total de pagamentos processados pela carteira digital avançou 19%, para R$ 142,6 bilhões, impulsionado pelo uso do Pix e pela maior penetração do PicPay Card.
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Crédito quase dobra e inadimplência fica em 9,8%
A carteira de crédito do PicPay encerrou o segundo trimestre em R$ 31,9 bilhões, praticamente o dobro do valor registrado um ano antes. Produtos garantidos ou parcialmente garantidos, como consignado, antecipação do FGTS e cartões com limite garantido, representaram 55% do total.
O consignado privado foi um dos principais vetores da expansão. Desde o início da operação, o PicPay realizou mais de 3,6 milhões de contratos e passou a conceder aproximadamente R$ 700 milhões por mês. A companhia calcula possuir 6% desse mercado, posicionando-se entre as cinco maiores instituições do segmento.
Do crescimento da carteira no trimestre, 86% veio de modalidades com menor risco ou de cartões concedidos a clientes com relacionamento mais consolidado. O custo de risco ficou em 3,9%.
A inadimplência acima de 90 dias encerrou o período em 9,8%, enquanto os empréstimos classificados no estágio 3 representaram 13% da carteira. O PicPay atribuiu os indicadores à maturação de safras anteriores, a efeitos sazonais e a uma estratégia intencional de assumir risco incremental para acelerar o crescimento.
“Estamos executando nossa estratégia de crédito com sucesso ao combinar crescimento forte com controle de risco. A dinâmica que observamos nos indicadores é um reflexo do amadurecimento natural da nossa carteira e não uma piora na qualidade das novas concessões. Crescemos com disciplina, uma carteira mais resiliente e rentabilidade consistente”, afirmou André Cazotto, CFO do PicPay.
O programa Desenrola contribuiu pontualmente para reduzir parte dos indicadores de inadimplência e provisão. A cobertura total da carteira permaneceu estável em 13,9%, enquanto o índice de capital principal CET1 encerrou o trimestre em 15,6%.
“Para o terceiro trimestre de 2026, o PicPay projeta continuidade do crescimento da carteira de crédito, receitas próximas de R$ 4 bilhões e custo de risco entre 3,9% e 4,1%”, informou a companhia.
O PicPay também concluiu a aquisição da seguradora Kovr após receber as aprovações regulatórias. A operação amplia o portfólio de seguros e cria uma nova frente de receitas, enquanto a companhia reforça sua atuação entre empreendedores e pequenas empresas.






