O Assaí (ASAI3) afirmou que não há negociação ou estudo envolvendo combinação de negócios, fusão, incorporação ou transferência de controle com o Grupo Muffato. A declaração foi feita em comunicado ao mercado divulgado em resposta a questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A manifestação ocorreu após notícia publicada pela revista Veja, segundo a qual o Grupo Muffato prepararia um novo passo em sua aproximação com o Assaí. A reportagem mencionava que uma eventual combinação entre as empresas teria entrado no radar do setor, embora sem indicação de negociação formal.
“Não há, nesta data, qualquer negociação ou consideração envolvendo combinação de negócios, fusão, incorporação ou transferência de controle envolvendo a Companhia e o Grupo Muffato”, informou o Assaí.
Resposta à CVM
No comunicado, o Assaí informou que recebeu, em 10 de agosto, um ofício da CVM solicitando esclarecimentos sobre a notícia. A companhia afirmou que não prestou declarações, comentários ou informações à revista sobre o conteúdo publicado.
A empresa também disse ter consultado seus principais administradores e pessoas com acesso a atos ou fatos relevantes. Com base nessas informações, afirmou não haver, até o momento, qualquer operação em curso envolvendo o Grupo Muffato.
O Assaí destacou ainda que não possui acionista ou grupo de acionistas controlador. A companhia disse entender que a notícia contém inferências e especulações de mercado, inclusive por reconhecer a inexistência de indicação de negociação formal.
“A Companhia entende que a Notícia contém inferências e especulações de mercado, como a própria Notícia reconhece ao mencionar a inexistência de indicação de negociação formal”, disse a empresa.
Segundo o comunicado, a companhia também não verificou oscilação atípica na cotação, no preço ou na quantidade negociada de suas ações após a publicação da reportagem.
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Participação do Muffato
A notícia citada pela CVM mencionava que os empresários Ederson e Everton Muffato já detêm 11,19% do capital do Assaí. A participação coloca o grupo entre os maiores acionistas da companhia.
O Assaí lembrou que a aquisição de participação relevante pelos acionistas controladores do Grupo Muffato foi comunicada ao mercado em 26 de novembro de 2025 e em 24 de fevereiro de 2026, após o recebimento das respectivas notificações.
Na ocasião, segundo a companhia, os investidores informaram que a aquisição da participação relevante seria submetida à apreciação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
“A Companhia não concedeu aos referidos investidores quaisquer direitos especiais, acesso diferenciado a informações ou prerrogativas de governança além daqueles previstos na Lei das S.A., na regulamentação aplicável da CVM e no Estatuto Social”, afirmou o Assaí.
A empresa acrescentou que eventual exercício de direitos políticos ou indicação de membros ao conselho de administração por acionista que também atue no mesmo setor deverá observar a legislação aplicável, a análise do Cade, o estatuto social e as regras internas de governança, confidencialidade, isonomia e conflitos de interesse.
O Assaí afirmou que avalia continuamente alternativas de desenvolvimento de negócios e criação de valor, mas reforçou que não há fato concreto ou operação em curso que exija a divulgação de fato relevante.






