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Embraer entrega 66 aviões no 3º tri, e mix pode elevar margens, diz BTG

Embraer entrega 66 aviões no 3º tri, e mix pode elevar margens, diz BTG

Volume cresce 6% em um ano e supera projeção do banco; maior participação dos E175 pode favorecer o resultado trimestral

A Embraer (EMBR3) entregou 66 aeronaves no terceiro trimestre de 2026, volume 6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O resultado também ficou 3% acima das 64 unidades projetadas pelo BTG Pactual (BPAC11).

Mais do que o número total, o banco chama atenção para a composição das entregas da aviação comercial. A maior participação dos modelos E175 pode favorecer as margens e contribuir para uma surpresa positiva no balanço do terceiro trimestre.

Na aviação comercial, foram entregues 22 jatos, crescimento de 10% em um ano e resultado acima das 21 unidades previstas pelo BTG. O volume foi dividido igualmente entre 11 E175 e 11 aeronaves da família E2.

No terceiro trimestre de 2025, a Embraer havia entregado sete E175 e 13 jatos E2. A mudança no mix ocorre enquanto a companhia encerra gradualmente contratos antigos e menos rentáveis, movimento que ajuda a elevar a rentabilidade das novas entregas.

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Cadeia de suprimentos apresenta melhora inicial

Na aviação executiva, a Embraer entregou 41 jatos, mesmo número observado um ano antes e abaixo dos 43 projetados pelo banco. O total inclui 22 aeronaves leves e 19 modelos de médio porte.

Apesar da diferença em relação à estimativa, o BTG considera que o volume mostra avanços na estratégia de distribuir a produção de maneira mais equilibrada ao longo do ano. Com isso, as entregas tornam-se menos concentradas no quarto trimestre.

A divisão de Defesa e Segurança entregou três aeronaves: um KC-390 destinado ao Uzbequistão e dois Super Tucanos. No mesmo período de 2025, havia sido entregue apenas uma unidade.

O banco pondera que as receitas da área de defesa são reconhecidas de acordo com o avanço da fabricação. Portanto, os resultados do segmento dependem mais do estágio de produção das aeronaves do que da data de entrega aos clientes.

“Esperamos que o ritmo dos resultados permaneça forte”, afirmam Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim, analistas do BTG Pactual.

Para os analistas, o crescimento das entregas em relação ao ano passado também indica uma redução inicial dos problemas na cadeia de suprimentos. O fornecimento de motores, contudo, continua sendo o principal gargalo para a normalização da produção.

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Meta anual exige até 88 entregas no quarto trimestre

Entre janeiro e setembro, a Embraer entregou 167 jatos comerciais e executivos, equivalentes a 67% do ponto médio da projeção anual. A meta da fabricante prevê entre 240 e 255 aeronaves em 2026.

Para atingir o limite inferior, a companhia precisa entregar 73 unidades no quarto trimestre. O volume sobe para 81 aeronaves no ponto médio da projeção e chega a 88 para alcançar o teto.

O BTG mantém recomendação de compra para os ADRs da Embraer negociados em Nova York, com preço-alvo de US$ 101. A projeção representa potencial de valorização de 36,3% sobre a cotação considerada no relatório. Incluindo os dividendos esperados, o retorno estimado chega a 37,1%.