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Juros dos EUA: BTG (BPAC11) eleva expectativas para 4,4% neste ano

Juros dos EUA: BTG (BPAC11) eleva expectativas para 4,4% neste ano

Matheus Miranda

Matheus Miranda

13 Set 2022 às 16:29 · Última atualização: 13 Set 2022 · 5 min leitura

Matheus Miranda

13 Set 2022 às 16:29 · 5 min leitura
Última atualização: 13 Set 2022

Juros dos EUA

Pixabay

O BTG (BPAC11) divulgou nesta terça-feira (13) relatório elevando as expectativas para a decisão da taxa de juros dos EUA (Estados Unidos), na próxima semana, por parte do Fomc, órgão de política monetária ligado ao Federal Reserve (FED). O banco agora prevê que os juros do país devem atingir 4,4% no fim deste ano e 4,6% em 2023. Além disso, o mercado já precifica um aumento de 1 ponto, embora não seja considerado cenário-base para o BTG.

Após a divulgação do núcleo do CPI bem acima do esperado para o mês de agosto e uma composição bem desfavorável, o banco de investimentos revisou o call de elevação do juro americano (fed funds rate) para os próximos meses, com as seguintes elevações: duas altas de 0,75 ponto na próxima reunião e em novembro; 0,50 ponto de elevação em dezembro; e mais 0,25 ponto de acréscimo em fevereiro do ano que vem.

“Com isso, a taxa encerra 2022 entre o intervalo de 4,25%-4,50% (mid-point em 4,38% vs 3,6% anteriormente) e faz seu pico entre 4,50%-4,75% (4,63% mid-point vs 3,9% anteriormente). Além disso, o FOMC deve ressaltar a estratégia “higher for longer”, ou seja, manter os juros em níveis restritivos por mais tempo”, ressaltou o relatório.

Fonte: BTG/Bloomberg

Risco de 1 ponto em setembro?

O relatório do BTG também relatou que, diante do resultado acima do esperado da inflação, o mercado já começa a precificar um provável aumento de 1 ponto nos juros dos EUA em setembro, que o banco ainda não considera como cenário-base e o mercado considera 28% de probabilidade para um aumento dessa magnitude.

“Reconhecemos que, caso o mercado assuma uma probabilidade superior a 70%, a situação do Fed ficará complexa caso não deseje qualquer afrouxamento das condições financeiras. Como os membros do comitê estão em período de silêncio, os próximos triggers antes da reunião são as vendas no varejo e a produção industrial em agosto (quinta-feira, 15) e as expectativas de inflação pelo consumidor na Universidade de Michigan (sexta-feira, 16)”, informou o relatório do BTG.

Inflação corrobora aumento da expectativa

Em comentário da equipe de Macro & Estratégia divulgado mais cedo, o banco havia considerado que o resultado da inflação dos Estados Unidos em agosto, de 0,1% contra um consenso de deflação de 0,1% e núcleo de 6,3% contra consenso de 6,1%, corrobora a tese de que o FED eleve os juros dos EUA para mais uma alta de 0,75 ponto percentual, mantendo o tom hawkish e reforçando o objetivo do Fomc de retornar a inflação para meta como objetivo principal.

De acordo com o banco de investimentos, para setembro, o headline ainda deve sofrer impactos baixistas decorrentes de Energia, em menor escala, em meio a desaceleração dos preços no mercado internacional.

Por outro lado, a maior renda das famílias com a dissipação dos preços de gasolina pode impor novas pressões altistas sobre Bens e Serviços diante do redirecionamento destes gastos. Nesse cenário, o BTG vê uma descompressão da inflação americana (em especial o núcleo) ocorrendo apenas a partir do último trimestre do ano.

“No âmbito da política monetária, avaliamos que o CPI de agosto corrobora com o nosso cenário de manutenção do ritmo de elevação da taxa de juros, com sua terceira alta de 75 bps consecutiva. Além de ressaltar a estratégia ‘higher for longer’, ou seja, manter os juros em níveis restritivos por mais tempo”, informa trecho da avaliação do banco.

Juros dos EUA: inflação elevada é notícia ruim

O economista-chefe da EQI Asset, Stephan F. Kautz, avaliou que a inflação surpreendentemente elevada em agosto nos EUA é uma notícia ruim para a autoridade monetária daquele país.

“O movimento que a autoridade monetária fará lá, acerca dos juros, refletirá na curva de juros do Brasil, bem como o dólar voltando a se apreciar por conta dessa preocupação com a inflação”, frisou.

No último dia 8, o presidente do Fed, Jerome Powell, havia reiterado que os juros dos EUA devem se manter em alta por mais algum tempo até que haja garantias de que a inflação no país esteja controlada.

“Posso assegurar que meus colegas e eu estamos fortemente comprometidos com o projeto de redução da inflação e que seguiremos assim até que o trabalho esteja feito”, afirmou o presidente da autoridade norte-americana, na ocasião.

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