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Por que a gestão ativa será decisiva para a renda fixa nos EUA em 2026?

Por que a gestão ativa será decisiva para a renda fixa nos EUA em 2026?

Com spreads historicamente apertados e riscos assimétricos, 2026 favorece seletividade, flexibilidade e gestão ativa na renda fixa

A renda fixa em 2026 nos EUA inicia o ano com um desafio central: os spreads de crédito estão próximos das mínimas históricas, reduzindo significativamente a margem de erro dos investidores. Nesse contexto, o potencial de retorno adicional é limitado, enquanto o risco de perdas em um cenário de reversão se torna mais elevado.

Christian Hoffmann, chefe de renda fixa e diretor-geral da Thornburg Investment Management, afirma que o mercado está excessivamente confiante. “Os mercados de renda fixa entram em 2026 praticamente precificados para a perfeição”, diz. Para ele, essa precificação cria um desequilíbrio claro entre risco e retorno, especialmente se a volatilidade ou a incerteza política voltarem a ganhar força.

De forma indireta, Hoffmann reforça que o investidor precisa reconhecer a assimetria atual. Uma simples normalização dos spreads pode gerar perdas relevantes, enquanto novos apertos oferecem ganhos marginais. Na renda fixa em 2026, errar o timing ou o crédito pode custar caro.

Seletividade supera exposição ampla no crédito

Embora a qualidade média do mercado de alto rendimento tenha melhorado ao longo dos anos, os spreads de crédito seguem extremamente comprimidos. A maior participação de emissores com rating BB não foi acompanhada por uma compensação adequada ao risco assumido.

“Não acreditamos que a qualidade dentro das faixas de rating tenha evoluído a ponto de justificar spreads tão apertados”, afirma Hoffmann. Segundo ele, o mercado parece ignorar riscos estruturais ao buscar rendimento incremental.

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De forma indireta, o executivo alerta que estratégias baseadas em exposição ampla podem sofrer ajustes abruptos. Por isso, a seletividade se torna central na renda fixa em 2026 nos EUA, com foco em emissores de maior qualidade, balanços robustos e fluxos de caixa sustentáveis.

Flexibilidade do portfólio ganha protagonismo

A flexibilidade do portfólio surge como um dos principais diferenciais estratégicos na renda fixa em 2026 nos EUA. Índices tradicionais, amplamente utilizados como referência, apresentam limitações relevantes, como viés elevado para risco de taxa de juros e exclusão de segmentos importantes do mercado.

Hoffmann destaca que muitos investidores ainda se ancoram em estruturas estáticas. “O problema de depender apenas de índices amplos é que eles não refletem a totalidade das oportunidades disponíveis hoje”, afirma. Ele ressalta que a duração elevada desses índices aumenta a volatilidade em ambientes instáveis.

De forma indireta, Hoffmann defende que gestores com liberdade para ajustar duration, explorar crédito fora do grau de investimento e acessar mercados globais tendem a construir carteiras mais resilientes.

Títulos securitizados exigem gestão ativa

Os títulos securitizados aparecem como uma fonte relevante de valor relativo na renda fixa em 2026 nos EUA, desde que acompanhados de gestão ativa. Segmentos como ABS, MBS e CMBS oferecem diversificação e spreads mais atrativos quando comparados ao crédito corporativo tradicional.

“A exposição ampla a crédito securitizado pode ser enganosa”, alerta Hoffmann. Ele explica que o mercado reflete uma bifurcação clara entre consumidores de alta renda, mais resilientes, e consumidores mais alavancados, com aumento visível da inadimplência.

De forma indireta, o gestor reforça que a análise detalhada de garantias, perfis de tomadores e estruturas contratuais é essencial para evitar armadilhas e capturar oportunidades em subsegmentos mais sólidos.

Títulos municipais se destacam pela eficiência tributária

Entre os principais destaques da renda fixa em 2026 nos EUA, os títulos municipais seguem atrativos, especialmente após o ajuste de impostos. Mesmo com forte volume de emissão, os rendimentos líquidos continuam competitivos para investidores de alta renda.

“Os títulos municipais continuam oferecendo uma combinação rara de eficiência tributária e qualidade de crédito”, afirma Hoffmann. Segundo ele, a natureza essencial dos serviços financiados por esses títulos confere maior estabilidade às receitas.

De forma indireta, Hoffmann aponta que os prazos mais longos oferecem uma das melhores oportunidades de valor relativo do mercado, combinando duration, retorno ajustado ao risco e potencial proteção de capital.

Gestão ativa como eixo central da renda fixa em 2026 nos EUA

Na avaliação final, Hoffmann deixa claro que tentar prever juros ou spreads é menos relevante do que compreender a estrutura de cada ativo. “O foco do investidor não deve ser prever o próximo movimento do mercado, mas entender como cada título se comporta em diferentes cenários”, afirma.

A gestão ativa se consolida, assim, como o principal pilar da renda fixa em 2026 nos EUA. De forma indireta, Hoffmann reforça que a disciplina, aliada à flexibilidade e à seletividade, tende a gerar portfólios mais resilientes.

Em um ambiente marcado por incerteza, spreads comprimidos e risco assimétrico, a capacidade de adaptação será tão importante quanto a busca por renda.

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