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Pós-fixados em alta, IPCA+ na mira: a virada da Renda Fixa em janeiro

Pós-fixados em alta, IPCA+ na mira: a virada da Renda Fixa em janeiro

Diante de um cenário mais volátil, a estratégia de renda fixa passa por um ajuste tático: mais exposição a títulos pós-fixados e seletividade maior nos papéis atrelados à inflação

O início de 2026 trouxe um ambiente mais desafiador para os mercados. Em poucos dias, os Estados Unidos intervieram na Venezuela e capturaram o ex-ditador Nicolás Maduro, o ouro disparou e o preço do barril do petróleo já recuou quase 4%.

Esse conjunto de eventos funciona como um prelúdio de um ano que promete ser marcado por maior volatilidade e incertezas, tanto no cenário doméstico quanto no externo.

Diante desse contexto, a EQI Research promoveu ajustes táticos na carteira “Mais Renda Fixa”, a carteira de Renda Fixa da casa de análises, com o objetivo de reduzir marginalmente o risco sem abrir mão de oportunidades ao longo da curva de juros.

A leitura central é que o momento pede mais cautela. Não se trata de uma mudança estrutural de posicionamento, mas de um refinamento da estratégia para atravessar um período mais instável, preservando a capacidade de captura de retorno ao longo do tempo.

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Por que os títulos pós-fixados ganharam protagonismo

Dentro desse reposicionamento, os títulos pós-fixados voltaram a ganhar espaço. Em um ambiente de juros ainda elevados, esses ativos oferecem duas vantagens relevantes: menor volatilidade e carrego positivo, características fundamentais em momentos de incerteza.

Além de funcionarem como instrumento de proteção, os pós-fixados também aumentam a flexibilidade da carteira. Ao reduzir oscilações no curto prazo, eles permitem ajustes futuros com menor custo, caso o cenário macroeconômico apresente mudanças mais claras ao longo do ano.

Segundo a EQI Research, essa maior alocação não tem caráter defensivo extremo, mas é uma leitura mais pragmática do momento do ciclo, em que previsibilidade e liquidez se tornam ativos estratégicos.

IPCA+ segue no radar — mas com mais critério

Apesar da maior ênfase nos pós-fixados, os títulos atrelados à inflação seguem presentes na estratégia da EQI Research. A diferença está no critério de seleção. Em vez de ampliar exposição de forma indiscriminada, a preferência recai sobre papéis que apresentam uma relação risco-retorno mais eficiente neste momento.

Na avaliação de João Neves, analista da EQI Research responsável pela estratégia da carteira, os títulos IPCA+ continuam oferecendo vantagens em relação aos prefixados, sobretudo quando considerados os riscos associados à volatilidade da curva de juros.

Ainda assim, a escolha dos vencimentos torna-se central: os prazos intermediários concentram melhor equilíbrio entre retorno esperado e risco assumido, enquanto os extremos da curva tendem a carregar assimetrias menos favoráveis.

O pano de fundo macro: juros, inflação e volatilidade

O ajuste das carteiras de Renda Fixa também reflete o cenário macroeconômico projetado para 2026. No exterior, a expectativa é de cortes graduais nos juros norte-americanos ao longo do ano, embora persistam riscos associados ao impacto de tarifas de importação sobre a inflação e a atividade econômica dos Estados Unidos.

No Brasil, a EQI Research revisou suas projeções para o início do ciclo de cortes da Selic, agora esperado para março, mantendo a leitura de um processo gradual ao longo do ano. A perspectiva é de desaceleração mais moderada da atividade e continuidade da queda das expectativas de inflação futura, em linha com a postura mais conservadora do Banco Central.

Esse conjunto de fatores reforça a leitura de que a volatilidade seguirá como elemento central das decisões de alocação nos próximos meses.

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O que esse ajuste sinaliza para o investidor

A mensagem da estratégia para o investidor é que o momento atual favorece a consistência em detrimento de apostas mais agressivas. A renda fixa segue oferecendo oportunidades, mas exige maior atenção à composição da carteira, à diversificação entre indexadores e ao gerenciamento de risco.

Ao reforçar os pós-fixados e manter exposição seletiva ao IPCA+, a estratégia busca equilibrar proteção no curto prazo com potencial de retorno ao longo do ciclo, reconhecendo que o cenário ainda demanda prudência.

Onde entra a estratégia completa

Os ajustes descritos neste artigo é apenas um pequeno resumo da estratégia da carteira, mas a aplicação prática dela varia de acordo com o perfil do investidor. As carteiras recomendadas contemplam estratégias distintas para perfis conservador, moderado e agressivo, com calibragens específicas de risco, duration e indexadores.

Os detalhes da tese, os critérios de seleção e a composição completa das carteiras fazem parte do material exclusivo elaborado pela EQI Research.

Para entender a lógica completa da carteira “Mais Renda Fixa”, os fundamentos por trás das escolhas e como essa estratégia se adapta a cada perfil de investidor, a EQI Research detalha a tese e os ativos recomendados no app da EQI+.