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China anuncia apoio ao mercado de ações

China anuncia apoio ao mercado de ações

Nesta quinta-feira (23), o órgão regulador de valores da China anunciou uma intensificação no apoio ao mercado de ações, com medidas para estimular a canalização de capital para papéis de companhias locais. Seguradoras estatais e fundos mútuos terão papel relevante no processo, segundo um comunicado divulgado pela Comissão Reguladora de Valores e pelo Ministério das […]

Nesta quinta-feira (23), o órgão regulador de valores da China anunciou uma intensificação no apoio ao mercado de ações, com medidas para estimular a canalização de capital para papéis de companhias locais.

Seguradoras estatais e fundos mútuos terão papel relevante no processo, segundo um comunicado divulgado pela Comissão Reguladora de Valores e pelo Ministério das Finanças do país.

As seguradoras serão incentivadas a investir 30% dos prêmios anuais em ações negociadas em yuans, segundo o vice-ministro da Administração Reguladora Financeira Nacional, Xiao Yuanqi.

Pelo menos 100 bilhões de yuans (US$ 13,75 bilhões) de fundos de seguros serão direcionados para ações em um programa piloto no primeiro semestre deste ano. Metade do valor deverá ser aprovado ainda antes do recesso do Ano-Novo Lunar, entre os dias 28 de janeiro e 4 de fevereiro.

A divulgação do estímulo impulsionou o mercado acionário na manhã desta quinta: o Índice Composto de Xangai subiu 1,2%.

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China: juros inalterados pela terceira vez

Na segunda (20), o Banco Central da China (PBoC, na sigla em inglês) anunciou que as principais taxas de juros de referência permaneceram inalteradas. A taxa de empréstimo primário (LPR) de um ano foi mantida em 3,1%, enquanto a taxa de cinco anos seguiu em 3,6%.

Essa decisão marcou o terceiro mês consecutivo sem alterações nas taxas, após a flexibilização da política monetária em outubro, com o objetivo de estimular a demanda doméstica.

O anúncio, que define as taxas de referência para a maioria dos empréstimos corporativos e domésticos, ocorre em um contexto de compromissos reiterados do governo chinês em ampliar o suporte monetário à economia ao longo deste ano. Entre os fatores que podem ter influenciado a manutenção das taxas estão a incerteza ligada à posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, além da volatilidade do yuan e dos títulos do governo chinês.

Em dezembro, líderes chineses prometeram ajustar a política monetária para uma postura “moderadamente frouxa”, abandonando a abordagem anterior, considerada “prudente”, a fim de enfrentar os desafios crescentes na segunda maior economia do mundo. Economistas projetam novos cortes nas taxas básicas e reduções nos requisitos de reservas obrigatórias para os bancos em 2025.

Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 5% em 2024, cumprindo a meta estabelecida pelo governo e reforçando a resiliência da segunda maior economia do mundo. Os dados foram divulgados na sexta-feira (17) pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país (NBS, na sigla em inglês).

No quarto trimestre, o crescimento foi de 5,4% em relação ao mesmo período de 2023, superando as expectativas do mercado, que projetavam uma alta de 4,9%. O desempenho no trimestre final do ano também representa uma aceleração em relação ao terceiro trimestre de 2024, quando o PIB avançou 4,6%. Já na comparação com o trimestre anterior, o PIB registrou uma alta de 1,6%, consolidando sinais de recuperação.

Trump fala em taxa de 10% sobre produtos chineses

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou planos de impor tarifas à União Europeia e afirmou que seu governo estava considerando aplicar uma tarifa de 10% sobre produtos importados da China a partir de 1 de fevereiro. Segundo ele, a medida seria uma resposta ao envio de fentanil da China para o México e o Canadá.

Em conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump destacou que já havia implementado tarifas significativas contra a China durante seu primeiro mandato e expressou preocupação com os desequilíbrios comerciais mantidos pela União Europeia e outros países em relação aos Estados Unidos.

“A União Europeia tem sido muito, muito injusta conosco”, afirmou. “Eles terão que pagar tarifas. Essa é a única forma de garantir justiça.”

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