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Ações de farmácias têm riscos de baixa

Ações de farmácias têm riscos de baixa

Analistas da XP estiveram reunidos com investidores e viram a preocupação deles com a escala 6×1 e menores vendas de GLP-1

As farmácias, que por muito tempo figuraram como um dos calls mais consensuais entre investidores de varejo, perderam tração. Esse foi um dos principais achados do NDR realizado pela XP no Rio de Janeiro na semana passada para discutir o setor com investidores institucionais.

Preocupações com a desaceleração do crescimento de GLP-1 e o debate em torno da jornada de trabalho 6×1 estão levando a revisões para baixo nas estimativas para o segmento.

GLP-1 (Glucagon-Like Peptide-1) é uma classe de medicamentos originalmente desenvolvida para tratar diabetes tipo 2, mas que ganhou enorme popularidade como tratamento para obesidade. Os remédios mais conhecidos dessa classe são o semaglutida (vendido como Ozempic e Wegovy) e a tirzepatida (Mounjaro)

“Encontramos alguns investidores enxergando riscos de baixa para as estimativas do consenso, o que não combina bem com o valuation premium da RD. Ainda assim, os níveis atuais de valuation parecem precificar esse ajuste”, afirmam as analistas Danniela Eiger, Pedro Caravina e Laryssa Sumer.

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O panorama geral do setor segue cauteloso. A deterioração macroeconômica, a incerteza política crescente e a ausência de histórias micro óbvias para carregar resultam em posicionamento muito leve e baixa convicção na maior parte da cobertura. “No geral, os investidores continuam demonstrando baixa convicção e posicionamento leve no setor”, sintetizam os analistas.

C&A surpreende mercado com melhora operacional e avanço da margem no 1TRI26
Divulgação

Vestuário em destaque; C&A é o nome preferido

Em meio ao cenário adverso, o vestuário surge como o segmento com melhor momentum. Após um primeiro trimestre sólido e com dinâmica climática favorável, os resultados do setor têm surpreendido positivamente.

C&A (CEAB3) se destaca como o nome preferido pelos investidores, embora parte deles também tenha demonstrado conforto com a Lojas Renner (#LREN3), por ser uma opção mais líquida e defensiva com exposição a tendências setoriais semelhantes.

“Após um 1T sólido e em meio a uma dinâmica climática favorável, o momentum de resultados parece positivo, enquanto a recente remoção de impostos federais sobre cross-border não tem sido uma preocupação relevante”, avaliam Eiger, Caravina e Sumer.

Outros nomes monitorados: SMFT, VIVA, NATU e MELI

A SmartFit (SMFT3) teve melhora de sentimento após os resultados do primeiro trimestre, embora dúvidas sobre dinâmica competitiva e a nova economia das academias ainda permaneçam. A Vivara (VIVA3) está sendo monitorada por alguns investidores como potencial ponto de entrada após fraqueza considerada exagerada pelo mercado.

A Natura (NATU3) foi bastante debatida, mas sem catalisadores claros à frente — resultados fracos e perspectiva ainda desafiadora mantêm o sentimento cauteloso.

O Mercado Livre (MELI34) gerou desconforto após o primeiro trimestre, com a maioria preferindo ficar de fora enquanto a pressão de margem persiste.

No varejo alimentar, a inflação de alimentos não tem sido suficiente para atrair interesse, pois pode ser compensada por queda de volumes e trade-down, fato que ocorre quando o consumidor migra para produtos mais baratos ou de menor qualidade em resposta à pressão no orçamento

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