A JBS (JBSS32) foi incluída na carteira teórica do índice Russell 3000, um dos principais benchmarks do mercado acionário americano, movimento que pode atrair cerca de US$ 190 milhões em fluxos passivos para as ações da companhia, segundo estimativas do Morgan Stanley.
A inclusão apareceu na primeira prévia da revisão semestral dos índices Russell, divulgada pela FTSE Russell na noite de sexta-feira (22). As mudanças passarão a valer a partir de 26 de junho.
Em relatório, o Morgan Stanley classificou a entrada da companhia no índice como mais um passo importante no processo de reprecificação das ações após a listagem da JBS nos Estados Unidos.
Para o banco, a presença no Russell 3000 tende a ampliar a visibilidade da empresa entre investidores globais e aumentar a demanda automática pelos papéis por parte de fundos passivos e ETFs que replicam o índice.
Fluxo estimado em US$ 190 milhões
Os analistas Ricardo Alves, Lucas Mussi e Henrique Morello afirmaram que a inclusão em índices faz parte central da tese positiva para a companhia. Segundo eles, o fluxo estimado de US$ 190 milhões equivale a aproximadamente dois dias de negociação das ações da JBS.
Além disso, o Morgan Stanley avalia que a empresa ainda possui potencial para ingressar também no Russell 1000, índice que reúne as maiores companhias listadas nos Estados Unidos.
O banco reiterou recomendação overweight — equivalente à compra — para os papéis da JBS e afirmou que a inclusão em benchmarks americanos pode ajudar a reduzir o desconto de valuation da companhia em relação às concorrentes dos Estados Unidos.
Como exemplo, o relatório cita a Tyson Foods, que ainda negocia com prêmio de cerca de 25% sobre a JBS no múltiplo EV/Ebitda.
Outro fator visto como positivo pelo Morgan Stanley é a adoção do padrão americano de divulgação de resultados trimestrais, prevista para começar em agosto com a publicação dos formulários 10-Q. Na visão dos analistas, a mudança pode abrir espaço para futuras inclusões da companhia em índices da família S&P nos próximos anos.
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