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Ibovespa se aproxima de correção após altas consecutivas? Entenda

Ibovespa se aproxima de correção após altas consecutivas? Entenda

Na sexta, a bolsa de valores passou, pela primeira vez, dos 180 mil pontos, encerrando o dia em forte alta de 1,86%, aos 178.858 pontos

Após atingir quatro altas seguidas nos últimos pregões até sexta-feira (23), pode estar ampliando o risco de correção do Ibovespa. Relatório da Ágora avalia que a bolsa de valores vem se aproximando a um possível nível de resistência.

“Com o índice esticado e entrando em zona de projeção, o cenário torna se mais favorável à ocorrência de ajustes técnicos, ainda que dentro de uma estrutura de alta mais ampla”, informou trecho do relatório.

Na sexta, a bolsa de valores passou, pela primeira vez, dos 180 mil pontos, encerrando o dia em forte alta de 1,86%, aos 178.858 pontos, com um volume financeiro de R$ 35,9 bilhões. Com isso, a bolsa renovou os recordes de fechamento do pregão e intradia.

Confira o que deve impactar o Ibovespa

Brasil, EUA e Europa concentram, nesta semana, uma agenda carregada de indicadores econômicos e decisões de política monetária, além de eventos políticos e institucionais relevantes. Os dados de inflação, atividade e comércio exterior, somados às sinalizações dos principais bancos centrais, devem orientar as expectativas dos mercados e o debate sobre os rumos da economia global.

No Brasil, o principal destaque é a divulgação do IPCA-15 de janeiro, prevista para terça-feira, indicador que funciona como uma prévia da inflação oficial e pode influenciar as projeções para a trajetória dos preços ao longo do primeiro trimestre. Na quarta-feira, o foco se volta para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que definirá a taxa básica de juros, em meio a um cenário de inflação ainda monitorada e incertezas fiscais.

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A semana começa com a divulgação do Boletim Focus, que reúne as expectativas do mercado para inflação, juros, câmbio e crescimento econômico. Em seguida, será publicada a nota do setor externo de dezembro, trazendo informações sobre o desempenho das contas externas do país.

Nos Estados Unidos, o ponto central da semana será a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), na quarta-feira, seguida de coletiva de imprensa do presidente da instituição, Jerome Powell. O comunicado e o tom da entrevista devem ser acompanhados de perto pelos mercados, em busca de sinais sobre o ritmo de cortes ou manutenção dos juros.

Ainda nesta segunda-feira, serão divulgadas as encomendas de bens duráveis de novembro, indicador relevante para avaliar o nível de investimento e a dinâmica da indústria. Na terça-feira, o índice de confiança do consumidor deve trazer sinais sobre o comportamento da demanda interna. Na quinta-feira, os dados da balança comercial de novembro ajudam a medir o impacto do comércio exterior na atividade econômica. Na sexta-feira, a agenda se encerra com a divulgação do PPI e do PMI de janeiro, indicadores que oferecem pistas sobre a inflação ao produtor e o desempenho do setor industrial.

Na Europa, a semana também será marcada por discursos de autoridades monetárias e divulgação de dados macroeconômicos. Nesta segunda-feira, o dirigente do Banco Central Europeu e presidente do Banco Central da Alemanha, Joachim Nagel, participa de evento do Clube dos Embaixadores. Na terça-feira, a presidente do BCE, Christine Lagarde, discursa em evento sobre o Holocausto na Alemanha, ocasião que pode trazer comentários indiretos sobre o cenário econômico e geopolítico.

Na sexta-feira, o destaque será a divulgação do PIB preliminar do quarto trimestre da Zona do Euro, dado crucial para avaliar o ritmo de crescimento da região e calibrar as expectativas em relação à política monetária do BCE.

Em conjunto, a agenda da semana reforça a sensibilidade dos mercados a indicadores de inflação, atividade e decisões dos bancos centrais, em um momento em que investidores buscam maior clareza sobre o ciclo de juros e a sustentabilidade do crescimento econômico nas principais economias do mundo.

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