SAÍDA FISCAL DO BRASIL: VALE A PENA?
Compartilhar no LinkedinCompartilhar no FacebookCompartilhar no TelegramCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsApp
Compartilhar
Home
Notícias
IBOVESPA
Ibovespa surfa alívio da tensão global e passa dos 177 mil pontos pela primeira vez

Ibovespa surfa alívio da tensão global e passa dos 177 mil pontos pela primeira vez

Ao longo do dia, chegou a passar dos 177 mil pontos pela primeira vez em sua história

O Ibovespa surfou o bom humor global com alívio da tensão global nesta quinta-feira (22) e fechou acima dos 175 mil pontos. Mas ao longo do dia, chegou a passar dos 177 mil pontos pela primeira vez em sua história. Embalado por forte entrada de capital estrangeiro e desempenho sincronizado das principais ações, o índice nacional avançou 2,20% e encerrou o pregão em inéditos 175.589,35 pontos, após ter chegado a uma máxima intradia de 177.741,56 pontos – renovando recorde, tanto no encerramento do pregão quanto no intradia.

O índice já vinha de uma sessão expressiva na véspera, quando acumulou cerca de 5.500 pontos de alta, e ganhou novo fôlego ao longo do dia, somando mais 3.770 pontos. O volume financeiro reforçou o movimento, alcançando R$ 44 bilhões, novamente sustentado pelo fluxo de investidores estrangeiros, que têm sido protagonistas recentes da valorização do mercado doméstico.

Um dia após fazer discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aliviou seu discurso, afirmando que houve avanços em relação ao futuro da Groenlândia, movimento que levou o governo norte-americano a recuar da imposição de tarifas adicionais contra países europeus que se posicionavam contra a proposta de aquisição do território dinamarquês.

Segundo Trump, o entendimento foi alcançado após uma reunião com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte. Em publicação na rede Truth Social, Trump classificou o encontro como “muito produtivo” e afirmou que dele resultou a definição de uma “estrutura para um futuro acordo”, sem detalhar os termos discutidos.

No campo econômico, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 4,4% no terceiro trimestre de 2025 (3TRI25), segundo estimativa atualizada divulgada pelo Bureau of Economic Analysis (BEA), órgão ligado ao Departamento de Comércio do país.

Publicidade
Publicidade

O resultado veio ligeiramente acima da leitura anterior (4,3%) e reforçou a percepção de que a maior economia do mundo seguiu em um ritmo de atividade mais forte do que o mercado vinha projetando. Na leitura de William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, o dado reforça a tese de que a economia americana manteve tração mesmo em um ambiente de ruídos e incertezas, que incluem desde tarifas e mudanças no comércio até preocupações fiscais.

Ibovespa: blue chips e bancos se destacam

No mercado de ações, as blue chips avançaram de forma conjunta, mas o grande destaque do dia ficou com o setor bancário. Banco do Brasil (BBAS3) liderou entre os grandes bancos, com alta de 4,69%, seguido por Itaú (ITUB4), que subiu 3,38%. Bradesco (BBDC4) avançou 2,73%, enquanto Santander (SANB11) teve ganho mais moderado, de 1,68%.

Entre as commodities, a Vale (VALE3) conseguiu se descolar da estabilidade do minério de ferro e fechou em alta de 0,58%. A Petrobras (PETR3; PETR4) também avançou, tanto nas ações ordinárias quanto nas preferenciais, mesmo em um dia de queda de cerca de 2% no preço do petróleo no mercado internacional, movimento que chamou a atenção dos investidores.

No campo das maiores altas, a Cogna (COGN3) liderou os ganhos do Ibovespa pelo segundo pregão consecutivo, com valorização de 7,41%, após ter sido elevada à recomendação de compra pelo BTG (BPAC11). Vivara (VIVA3) também teve desempenho expressivo, com alta de 6,34%, seguida de perto pela Rede D’Or (RDOR3), que avançou 5,70%.

Na outra ponta do índice, RD Saúde (RADL3) liderou as perdas do dia, com queda de 3,86%. As ações da Prio (PRIO3) e da PetroRecôncavo (RECV3) também recuaram, com baixas de 1,34% e 1,00%, respectivamente, pressionadas pelo movimento de correção do petróleo no exterior.

Leia também: