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Ciclo de matrículas é o que importa para Cogna

Ciclo de matrículas é o que importa para Cogna

Relatório do BTG avalia que cenário-base continua sendo de que não há grandes motivos para esperar uma queda relevante nas receitas de matrículas

O próximo ciclo de matrículas, principalmente no primeiro trimestre, é o fator que deve pesar para a tese de investimentos para a Cogna (COGN3). Relatório do BTG Pactual (BPAC11) avalia que cenário-base continua sendo de que não há grandes motivos para esperar uma queda relevante nas receitas de matrículas, já que volumes menores tendem a ser compensados por um mix mais favorável, com maior participação de cursos híbridos.

Segundo o BTG, nesse contexto, a tendência de desalavancagem da companhia de educação e a geração considerada sustentável de fluxo de caixa livre permanecem intactas.

“Como esse é o principal fundamento para a visão mais positiva sobre o papel, a recomendação de compra é mantida”, informou o relatório do banco de investimentos.

Resultados em linha

Para o BTG, os resultados da empresa no quarto trimestre do ano, foram considerados em linha com o esperado. Um dos destaques positivos foi a geração de fluxo de caixa livre, embora esses números tenham sido impactados pelo adiamento das vendas do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático), que envolve a comercialização de livros para escolas públicas.

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A empresa de educação registrou forte queda no lucro líquido no quarto trimestre de 2025, em um balanço que também refletiu pressão sobre o desempenho operacional medido pelo EBITDA recorrente.

Entre outubro e dezembro, a companhia reportou lucro líquido de R$ 220 milhões, recuo de 76,2% em relação ao mesmo período de 2024, quando o resultado havia somado R$ 925,8 milhões.

No acumulado de 2025, o lucro líquido da empresa totalizou R$ 625,5 milhões, queda de 28,9% na comparação com 2024, quando o indicador havia alcançado R$ 879,9 milhões.

O EBITDA recorrente da companhia — indicador que mede o desempenho operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização — somou R$ 769,1 milhões no quarto trimestre, representando uma retração de 5,3% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. A margem EBITDA também apresentou deterioração, com queda de 2,7 pontos percentuais, para 34,9%.

Apesar da pressão no trimestre, o desempenho anual do indicador foi positivo. No consolidado de 2025, o EBITDA recorrente alcançou R$ 2,299 bilhões, avanço de 5,7% em relação ao ano anterior.