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Resultado operacional da Casas Bahia decepciona, apesar de evolução no online

Resultado operacional da Casas Bahia decepciona, apesar de evolução no online

Apesar da evolução no desempenho comercial, especialmente no ambiente digital, os resultados operacionais ficaram abaixo das projeções de analistas

A Casas Bahia (BHIA3) apresentou um desempenho considerado misto no quarto trimestre de 2025, combinando crescimento acima do esperado nas vendas com pressão nas margens operacionais e impactos contábeis ligados a créditos tributários. Apesar da evolução no desempenho comercial, especialmente no ambiente digital, os resultados operacionais ficaram abaixo das projeções de analistas.

De acordo com relatório da XP, o volume bruto de mercadorias (GMV) da companhia avançou 9% na comparação anual, superando as estimativas de mercado. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo desempenho do comércio eletrônico, que registrou expansão de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. O canal online teve forte aceleração tanto no modelo próprio quanto no marketplace, com destaque para o crescimento de 26% nas vendas diretas — o ritmo mais forte dos últimos 16 trimestres.

Segundo análises do mercado, o avanço foi sustentado por três fatores principais: ganhos de participação em categorias estratégicas, como eletrodomésticos e tecnologia; aumento do tráfego qualificado por canais próprios; e a contribuição inicial da loja oficial da companhia dentro da plataforma do Mercado Livre, que passou a operar no trimestre. A parceria com o marketplace é vista como um dos principais motores recentes de crescimento do canal online.

Prejuízo triplicando

O prejuízo líquido da rede triplicou no quarto trimestre do ano passado (4TRI25) ao atingir R$ 1,529 bilhão ante R$ 452 milhões de perdas registradas no mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, a empresa também informou aumento nas perdas, ao chegar a R$ 2,988 bi em 2025.

Por outro lado, a receita líquida cresceu 6% no último trimestre do ano passado, ao atingir R$ 10,1 bilhões ante R$ 9,520 bi do mesmo período do ano anterior.

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Com relação ao ebitda ajustado, a companhia de varejo informou ter atingido R$ 826 milhões nos três últimos meses de 2025 contra resultado de R$ 640 milhões do último trimestre de 2024. Isso representa uma variação positiva de 29,1%.

Uma revisão conservadora na recuperabilidade de ativos fiscais diferidos levou a companhia a registrar prejuízo líquido contábil no quarto trimestre de 2025, apesar de avanços na estrutura financeira e na redução da alavancagem.