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Ibovespa futuro: Brent acima de US$ 100 ameaça rali

Ibovespa futuro: Brent acima de US$ 100 ameaça rali

Rendimentos dos Treasuries sobem em toda a curva, com o título de dez anos perto da máxima de 2023, diante do temor de juros mais altos

O petróleo superou os US$ 100 o barril pela primeira vez desde julho nesta quarta-feira (9), impulsionado pela nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã e pela retomada das compras chinesas. O movimento amplia os riscos inflacionários e reforça a cautela nos mercados globais.

Diante do temor de juros mais altos, os futuros em Nova York recuam, as bolsas europeias operam em baixa e a Ásia fechou sem direção única. Os rendimentos dos Treasuries sobem em toda a curva, com o título de dez anos perto da máxima de 2023.

No câmbio, o dólar ganha força ante os principais pares, mas cede frente ao iene, sustentado pelas apostas de aperto monetário no Japão. As atenções também se voltam ao secretário do Tesouro americano, que deve anunciar a ampliação das recompras de títulos. O minério de ferro, no contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange para janeiro de 2027, fechou em queda de 0,27%, a ¥ 738 por tonelada, ou US$ 109,96.

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Realização de lucros no radar doméstico

Por aqui, os ativos podem passar por ajustes e realização de lucros depois do rali da véspera, quando o dólar caiu, a curva de juros foi abaixo de 14% e o Ibovespa subiu. A alta do petróleo e uma nova pesquisa eleitoral, porém, podem dar contornos distintos a esse movimento.

O chamado trade eleitoral segue no centro das atenções dos investidores. Os ADRs brasileiros operam mistos no pré-mercado, com a Petrobras em alta e a Vale em leve queda.

Análise técnica

O Ibovespa mantém a tendência de alta e volta a testar a resistência dos 187.700 pontos, com o comportamento do preço acima das médias reforçando a força do movimento. O Ifri, no entanto, permanece em nível extremo de sobrecompra, o que sinaliza forte estiramento no curtíssimo prazo. A superação dessa resistência pode favorecer continuidade em direção aos 199.380 pontos.

A recomendação do dia fica com a Cemig (CMIG4), com compra entre 11,29 e 11,40. O primeiro objetivo está em 11,98, com ganho estimado entre 5,09% e 6,11%, e o segundo em 12,33, entre 8,16% e 9,21%. O stop foi marcado em 10,89, o que representa perda estimada entre 3,54% e 4,47%.

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