A XP Investimentos promoveu ajustes pontuais na Carteira Fundamentalista de Fundos Imobiliários (FIIs) para julho, reforçando uma estratégia defensiva e aumentando a exposição a segmentos considerados mais resilientes, como logística e shopping centers. O objetivo da carteira segue sendo superar o desempenho do IFIX no longo prazo por meio de uma seleção de ativos com fundamentos sólidos e potencial de valorização.
As mudanças realizadas para o mês envolveram a redução da participação em MCCI11, LVBI11 e PVBI11, enquanto XPLG11 e HGBS11 tiveram suas alocações ampliadas em 1 ponto percentual cada.
Segundo o relatório da XP, os ajustes refletem “o objetivo de reduzir a exposição a fundos de tijolo com menor carrego e menos gatilhos no curto prazo, ao mesmo tempo em que ampliam a participação em fundos com portfólios de alta qualidade, menor volatilidade e maior potencial de gatilhos no curto prazo”.
Em junho, a carteira registrou queda de 1,68%, ficando abaixo do desempenho do IFIX, que recuou 1,21% no período. Apesar do resultado mensal negativo, o portfólio entregou dividend yield de 0,98% no mês, equivalente a 11,7% ao ano em termos anualizados, e acumula valorização de 11,7% nos últimos 12 meses, correspondente a 118% do desempenho do índice.
Recebíveis seguem como principal pilar da carteira
Os fundos de recebíveis continuam sendo a maior posição da carteira, representando 40% da alocação total. Mesmo com a expectativa de menor distribuição de dividendos em 2026, a XP mantém uma visão construtiva para o segmento.
“Apesar da expectativa de menor distribuição em 2026, seguimos construtivos nos fundos de recebíveis, que continuam oferecendo perfil defensivo em um ambiente doméstico e global volátil”, destaca o relatório.
A avaliação é que os fundos indexados ao CDI permanecem atrativos com a Selic em patamar elevado, enquanto os ativos ligados ao IPCA seguem oferecendo proteção inflacionária e podem se beneficiar de uma eventual redução das taxas das NTN-Bs.
Logística ganha espaço com cenário operacional positivo
O segmento logístico passou a representar 19,5% da carteira e continua entre as principais apostas da XP. A casa destaca que o mercado de galpões permanece aquecido, sustentado principalmente pelo avanço do comércio eletrônico.
“O mercado de galpões segue aquecido, mantendo a taxa de vacância em mínimas históricas no Brasil, impulsionado principalmente pelo avanço do e-commerce”, afirma o relatório.
Na avaliação da XP, a combinação de baixa vacância, reajustes nos contratos de locação e demanda consistente deve continuar sustentando resultados operacionais sólidos para os fundos do setor ao longo de 2026.
Shoppings continuam entre as preferências
Os fundos de shopping centers representam 15% da carteira e seguem com visão positiva. Segundo a XP, a ocupação média dos ativos acompanhados chegou a 96,3%, enquanto inadimplência líquida e descontos permanecem em níveis saudáveis.
“O segmento segue atrativo, negociando com prêmio de risco elevado e desconto em relação ao valor patrimonial. Preferimos fundos com shoppings consolidados e voltados ao público A/B”, aponta o relatório.
Além de logística e shoppings, a carteira mantém exposição a fundos multiestratégia e FOFs (18%), lajes corporativas (6%) e fundos híbridos (1,5%), buscando equilibrar geração de renda, diversificação e potencial de valorização.
Com os ajustes para julho, a XP mantém uma estratégia focada em ativos defensivos, com portfólios de qualidade e capacidade de atravessar diferentes cenários de mercado, priorizando renda recorrente e retorno de longo prazo.
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