O Banco do Brasil divulgou a Carteira Renda de fundos imobiliários recomendada para fevereiro. Com foco majoritário em fundos de recebíveis, a carteira apresentou valorização de 1,87% no mês e acumula alta de 25,06% em 12 meses, desempenho inferior ao IFIX, que avançou 27,82% no mesmo período.
Apesar da performance abaixo do índice, a Carteira Renda se destacou pelo nível de renda distribuída. O dividend yield anualizado de janeiro alcançou 13,26%, acima dos 12,33% registrados pelo IFIX. Para fevereiro, a equipe de research do BB manteve a composição da carteira inalterada.
Entre os destaques do mês está o VGIP11, que avançou 2,27%. O desempenho do fundo está relacionado ao maior desconto frente ao valor patrimonial e à normalização do IPCA. Também tiveram desempenho positivo os fundos de tijolo RZTR11, TRXF11 e GARE11.
Destaques da Carteira Renda e movimentos relevantes dos FIIs
O HGCR11 segue adotando uma estratégia de suavização dos dividendos. Com leituras de inflação mais fortes em novembro e dezembro, cresceu a expectativa de distribuição de rendimentos, o que contribuiu para a valorização das cotas do fundo gerido pela Valora.
Outro ponto de atenção foi o RZTR11, que registrou alta de 1,60% no mês e passou de um deságio de 1% em relação ao valor patrimonial para um ágio próximo de 3%. A mudança reflete o recuo do valor patrimonial do fundo, após uma reprecificação de cerca de 3,4% nos ativos, conforme informado em relatório mensal enviado à CVM. O movimento pode estar ligado ao distrato da venda de 50% da Fazenda Roma, negociada anteriormente acima do valor de laudo.
O TRXF11 concluiu sua 12ª emissão, com captação de R$ 3,03 bilhões — a maior já realizada por um fundo imobiliário na B3. O fundo passou a reunir mais de 230 mil investidores e patrimônio líquido de R$ 6,2 bilhões. Ainda assim, a performance abaixo do índice pode estar associada à maior complexidade da carteira após sucessivas aquisições e alienações, além de uma alavancagem mais elevada, em torno de 25% da relação entre dívidas e ativos.
Já o GARE11 encerrou sua 7ª emissão, mas o principal fator de impacto sobre o preço das cotas no mês foi a assembleia convocada pela gestora. Entre as deliberações aprovadas estão o aumento do capital autorizado de R$ 10 bilhões para R$ 100 bilhões, a possibilidade de recompra de cotas e a autorização para alocação em investimentos considerados conflitados sem necessidade de aprovação em assembleia geral extraordinária.
Apesar do desempenho mensal, a equipe de research do Banco do Brasil mantém uma avaliação positiva da carteira, destacando a elevada diversificação dos ativos, o patamar atrativo de dividendos e as boas perspectivas em um cenário de cortes de juros à frente.
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