Os FIIs de papel ocupam uma posição central no mercado de fundos imobiliários e, atualmente, são o segmento mais representativo do IFIX, respondendo por cerca de 35% da composição do índice. Diferentemente dos fundos de tijolo, que investem diretamente em imóveis físicos, esses veículos direcionam seus recursos para ativos de crédito imobiliário, principalmente Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).
Na prática, os FIIs de papel funcionam como uma ponte entre o mercado imobiliário e o mercado de capitais, contribuindo de forma relevante para o financiamento da indústria imobiliária. A maior parte desses ativos é estruturada com indexação ao IPCA ou ao CDI, o que permite ao investidor capturar retornos ajustados à inflação ou à taxa de juros da economia.
Cenário macroeconômico segue favorável ao crédito imobiliário
O ambiente macroeconômico recente continua favorável para estratégias baseadas em crédito. Com a taxa Selic mantida em patamares elevados e o Banco Central adotando uma postura cautelosa, os ativos atrelados ao CDI seguem oferecendo um carrego atrativo ao investidor.
Ao mesmo tempo, os papéis indexados à inflação se beneficiam de um cenário em que a inflação corrente apresenta comportamento mais benigno, enquanto as expectativas inflacionárias de longo prazo permanecem relativamente desancoradas. Esse descompasso sustenta prêmios reais ainda atrativos, especialmente em operações bem estruturadas.
FIIs de papel oferecem dividend yield elevado e previsibilidade de renda
Do ponto de vista de precificação, os FIIs de papel costumam apresentar dividend yields estruturalmente mais elevados quando comparados aos fundos de tijolo. Esse fator reforça seu papel como instrumentos voltados principalmente à geração de renda recorrente.
Nesse tipo de fundo, o retorno total do investidor ocorre majoritariamente por meio do fluxo de distribuições mensais, enquanto o preço da cota tende a apresentar menor volatilidade ao longo do tempo, desde que não haja deterioração relevante da qualidade de crédito dos portfólios.
Trata-se, portanto, de uma estratégia focada na geração de caixa, e não na captura de ganhos de capital. Nesse contexto, o reinvestimento de parte dos proventos se mostra fundamental para a preservação do poder de compra do patrimônio investido.
Recomendações priorizam CDI e IPCA em prazos intermediários
Segundo relatório da EQI Research, o atual contexto tem levado as recomendações a priorizarem ativos indexados ao CDI, combinados a fundos com exposição ao IPCA em prazos intermediários. Essa abordagem busca uma melhor relação entre volatilidade e previsibilidade do retorno ajustado ao risco.
Além disso, o cenário favorece fundos com perfil de crédito de baixo a médio risco, capazes de atravessar diferentes ciclos econômicos com maior resiliência.
Cinco fundos se destacam como oportunidades de compra
Dentro do universo de cobertura de 16 fundos imobiliários acompanhados pela EQI Research, cinco FIIs de papel se destacam como as principais oportunidades de compra no momento, considerando critérios como qualidade de crédito, estrutura das operações e potencial de geração de renda.
Para conhecer esses fundos e acessar a análise completa, basta baixar o relatório da EQI Research clicando no botão abaixo.






