A gestora Kodo Assets vai lançar o seu primeiro token imobiliário no valor de US$ 3,5 milhões, cerca de R$ 18,58 milhões. O imóvel é de um laje de escritório na avenida Faria Lima, centro financeiro de São Paulo, alugada para a Sul-América Seguros, com contrato vigente até junho de 2025. Este é um dos primeiros movimentos na direção para a tokenização de FIIs (Fundos de Investimentos Imobiliários).
A gestora pretende emitir 25 mil tokens cotados, inicialmente, a US$ 140 cada, cerca de R$ 742,97, com expectativa de remuneração de 6% ao ano mais o reajuste anual pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mensal da FGV) por meio de dividendos pagos aos donos do ativo.
A criptoanalista da Monett, Helena Margarido, explica que o pagamento de dividendos será feito nas carteiras digitais dos tokenholders por meio de uma criptomoeda stablecoin lastreada ao dólar, a USDC.
“Além disso, se ao longo do tempo tiver uma venda desse imóvel, um eventual ganho de capital será repassado para os tokenholders diretamente em suas carteiras digitais“, complementa Margarido.
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O processo é semelhante ao investimento em um FIIs, mas em um formato de token de ativo.
Margarido ainda revela que inicialmente os tokenholders não terão direito de participar da governança do FII, independentemente da quantidade de tokens que ele tenha posse. A princípio, a Kodo será responsável por toda gestão do imóvel. Contudo, ela cita que essa condição pode mudar no futuro.
“No futuro, pode ser que isso seja alterado e a gente já está estudando possibilidades para as próximas emissões de token, a gente incluir algumas coisas de governança no token”, afirma.
Por ser um valor mobiliário sem regulação no Brasil, a gestora se constituiu nas Bahamas, local em que reconhece os ativos financeiros no formato digital. Inclusive, este é um dos motivos para a distribuição ser feita no exterior destinada para investidores com perfil de risco para esse tipo de aplicação, com exceção dos americanos e chineses, que possuem restrições regulatórias desses países.
Em comparação com os FIIs, a tokenização tem custos menores com advogados e consultores, que permite investimentos de empreendimentos abaixo dos R$ 80 milhões, que é considerado o piso para um fundo imobiliário a se pagar.
“Além de diminuir o custo pela não necessidade de terceiros, todo o processo se torna muito mais ágil e eficiente. Nesse sentido, a tokenização pode aumentar a eficiência e reduzir drasticamente os custos de transação, ajudando a fortalecer o mercado imobiliário como um todo”, afirmou Ciro Iamamura, CEO da Kodo Assets, para o jornal Valor Econômico.
A formação da Kodo Assets teve orientação de Helena Margarido, criptoanalista da Monett, que analisou as principais exigências regulatórias em diferentes jurisdições. Margarido reforça que há uma demanda crescente por imóveis em São Paulo, principalmente aqueles focados em um alto potencial de valorização. Este movimento abre espaço para a digitalização de ativos imobiliários.
Helena Margarido é advisor da tokenização de um imóvel localizado na Avenida Brigadeiro Faria Lima, centro do mercado financeiro de São Paulo. Ela explica que este imóvel será indexado em tokens e que eles serão vendidos no exterior, com valores negociados em uma stablecoin lastreada em dólar.
“Ela é destinada para investidores no exterior, com um preço mínimo de compra que vai ser um token e cada token será US$ 140”, disse Margarido.
A criptoanalista aponta que a Kodo Assets está desenvolvendo uma plataforma completa de tokenização de imóveis. “Então, a ideia toda é que esses imóveis sejam tokenizados e que não sejam só um e que a gente tenha n imóveis tokenizados”, revela.
Ouça a explicação completa de Helena Margarido sobre a tokenização dos FIIs:
Vantagens da tokenização dos FIIs
Uma das vantagens da tokenização dos ativos é a possibilidade de fracionar o imóvel em diversas partes, que reduz o tíquete de entrada na aplicação. Em comparação com outros criptoativos e até mesmo ações, os tokens de imóveis são considerados um investimento de baixo risco. Além disso, ele pode ser negociado 24 horas por dia, sete dias, como os ativos digitais.
Para digitalizar as partes do imóvel, a Kodo usou a plataforma de “smart contracts” da Polygon (MATIC), uma rede colaborativa de blockchain com a presença de desenvolvedores e aplicações da web3.
A Kodos também informa que a cada novo detentor de token pessoa física terá de pagar uma taxa de US$ 13 relativa a procedimentos de KyC (Conheça seu Cliente) e prevenção à lavagem de dinheiro.
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