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Carteira de FIIs da EQI troca HGRU11 por HFOF11 e aposta em ciclo favorável aos FOFs

Carteira de FIIs da EQI troca HGRU11 por HFOF11 e aposta em ciclo favorável aos FOFs

Relatório de março mantém base defensiva, mas amplia exposição a fundo de fundos diante de possível reprecificação do setor imobiliário

A carteira de fundos imobiliários (FIIs) recomendada pela EQI Research para março de 2026 passou por uma mudança relevante: a substituição do HGRU11 pelo HFOF11.

Segundo a analista de fundos imobiliários da casa, Carolina Borges, a carteira de FIIs mantém a base defensiva em ativos tradicionais de papel e tijolo, mas reforça a exposição a estratégias capazes de capturar valor em um eventual ciclo mais favorável aos FOFs.

Desempenho acompanha o IFIX no mês

Em março, a Carteira do Investidor Imobiliário avançou 1,3%, desempenho próximo ao 1,5% do IFIX. No acumulado, a estratégia registra alta de 38,0%, acima dos 31,6% do índice no mesmo período.

Entre os destaques positivos do mês estiveram o HGRE11, com valorização de 6,0%, e o HGRU11, que subiu 3,8% antes de deixar a carteira.

Já MCRE11 e GARE11 registraram as principais quedas do período, ambos com recuo de 1,7%.

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Carteira de FIIs da EQI volta a incluir FOF “puro-sangue” após foco em multiestratégia

O segmento de fundos de fundos estava fora da carteira desde o início de 2025, quando a EQI priorizou FIIs multiestratégia. À época, a avaliação era que o mandato mais amplo ajudaria a atravessar um ambiente de juros elevados.

Agora, segundo Carolina Borges, o cenário começa a favorecer novamente os FOFs. “Quando o mercado é favorável aos fundos imobiliários, os FOFs tendem a ser os grandes vencedores por classe”, afirma.

Ela explica que esses fundos contam com duas fontes principais de resultado: os proventos recebidos dos FIIs investidos e o ganho de capital com o giro tático do portfólio.

De acordo com a analista, essa segunda fonte “raramente aparece em mercados de baixa ou lateralizados, quando as oportunidades táticas se tornam escassas e difíceis de executar em escala”.

“O jogo muda em mercados de alta”, diz. “Nesse cenário, o preço médio de aquisição tende a ficar abaixo do preço corrente de mercado, e o gestor passa a incrementar o resultado recorrente por meio de operações táticas.”

No caso do HFOF11, o ganho de capital foi relevante no primeiro semestre de 2024, perdeu tração no semestre seguinte e praticamente desapareceu ao longo de 2025.

Desconto e projeções de resultado

O cenário-base da EQI não considera retomada significativa do ganho de capital no curtíssimo prazo. A projeção é de resultado acumulado de R$ 0,30 por cota nos próximos cinco meses.

Isso equivale a um dividend yield anualizado próximo de 8,5%. Ainda assim, Borges pondera que “o mercado tende a antecipar ciclos de ganho de capital”.

Atualmente, o HFOF11 negocia a cerca de 0,88 vez o valor patrimonial, embutindo desconto aproximado de 12% em relação ao valor de mercado do portfólio.

Composição da carteira e potencial de valorização

Segundo a analista, o desconto acima dos pares está relacionado à composição do fundo. Cerca de 80% do patrimônio líquido está alocado em FIIs de tijolo, sendo aproximadamente 30% no segmento de escritórios.

Os FIIs de papel representam cerca de 20% do patrimônio. “É justamente nessa alocação que reside parte relevante do potencial do HFOF”, afirma Borges.

Ela avalia que os maiores descontos estão concentrados nos FIIs de tijolo, mais sensíveis à taxa de juros e à atividade econômica. “Em um cenário de reprecificação do setor, movimento que já começa a ser observado, o fundo possui potencial relevante de destravar valor”, diz.

Entre as principais posições estão HDOF11, HAAA11, TVRI11, HGBS11, RBVA11 e HSML11.

Segundo estimativas da gestão, a valorização dos ativos até seus respectivos valores patrimoniais poderia destravar cerca de R$ 1,11 por cota.

Borges ressalta que se trata de um exercício teórico. “Esse valor não se traduz em distribuição imediata, mas sim em potencial valorização da cota caso ocorra o fechamento dos descontos patrimoniais”, explica.

Novo relatório da EQI Research: Os melhores FIIs para 2026

A EQI Research também lançou um novo relatório especial com foco no próximo ciclo do mercado imobiliário: “Os Melhores FIIs para 2026”.

O ranking exclusivo lista os fundos mais bem posicionados para capturar o novo ciclo imobiliário e entregar renda com consistência no Brasil, com as melhores oportunidades em FIIs e ciclos de valorização já mapeados.

O material traz alocações de carteira sugeridas por perfil de investidor, análise especial de riscos e volatilidade para o ano eleitoral e cálculos de cenários (base, otimista e pessimista) para a Bolsa.

Além dos fundos imobiliários, o relatório apresenta também as principais oportunidades em ações e renda fixa para 2026, ampliando a visão estratégica para diferentes classes de ativos.

Baixe agora o relatório completo no botão abaixo e confira o ranking exclusivo da EQI Research.