Moedas
arrow-bc
Notícias
arrow-bc
Crescimento exponencial: tokenização de ativos é a tendência da vez

Crescimento exponencial: tokenização de ativos é a tendência da vez

Helena Margarido

Helena Margarido

06 Set 2022 às 14:34 · Última atualização: 06 Set 2022 · 5 min leitura

Helena Margarido

06 Set 2022 às 14:34 · 5 min leitura
Última atualização: 06 Set 2022

foto de criptomoedas

Lembro até hoje da primeira conferência de cripto de que participei. O ano era 2013 e éramos eu e Fernando Ulrich falando sobre bitcoin para uma plateia de menos de 100 pessoas.

Naquela época, o público que foi assistir era composto mais ou menos por 10% de entusiastas de criptos e 90% de curiosos que queriam saber o que era bitcoin. Em outras palavras: éramos poucos, bem poucos.

Naquele mesmo ano, em maio, comemoramos o Bitcoin Pizza Day em uma pizzaria na Vila Mariana, em São Paulo. Éramos 6 pessoas. 

O público foi crescendo, devagar. Lembro que, em novembro de 2014, ajudamos a organizar a LABitconf no Rio de Janeiro e o evento, que durou 2 dias, contou com a participação de mais de 300 pessoas.

Naquele tempo, nossa grande preocupação estava em como explicar a revolução que o Bitcoin poderia causar no mundo para as pessoas, muito mais do que em discutir expectativa de preços ou projetos que utilizam tecnologias em blockchain.

banner de propaganda de curso Monett

Então, surgiu o Ethereum. Nas conferências de que participei em 2015 e 2016, entre Brasil, Estados Unidos e China, se discutiam projetos novos que estavam sendo desenvolvidos utilizando a infraestrutura daquele criptoprotocolo. 

Até aqui, não estávamos vivendo um ciclo de supervalorização recente do Bitcoin, que havia se encerrado em novembro de 2013. Exatamente por isso, o foco em todos os eventos estava na discussão das tecnologias e alguns casos de uso, não na movimentação de preços em si.

Mas tudo isso mudou em 2017, quando finalmente o mercado cripto vivia um novo bull market.

Naquele ano, assisti estarrecida à maior conferência de cripto do mundo até então (Consensus, organizada anualmente em Nova Iorque), que chegou a 2 mil convidados, teve seus ingressos esgotados e um dos patrocinadores fazia seus anúncios na Times Square.

Nessa época, a grande discussão da vez eram as supervalorizações do Bitcoin, do ETH e das novas altcoins que vinham surgindo com os projetos emitidos por meio de ofertas iniciais de tokens (ICOs).

Já durante o inverno cripto, iniciado em 2018, as discussões de preço e supervalorizações arrefeceram, por motivos óbvios. Mas, para o meu espanto, o público dos eventos seguia aumentando: a Consensus daquele ano contou com mais de 4 mil pessoas e teve, como no ano anterior, seus ingressos esgotados.

De lá para cá, muita coisa mudou. Apesar de a pandemia ter suspendido temporariamente os eventos presenciais, surgiram tantos novos temas no universo de tecnologias em blockchain e tantos novos eventos, muitas vezes “nichados” em alguns temas específicos, que simplesmente perdi a conta de quantos foram ou sobre o que falavam.

Web 3.0, metaverso, NFTs… Todos esses temas hoje em dia têm diversas iniciativas em andamento e, por consequência, pessoas e eventos especializados tratando apenas desses tópicos específicos.

E quando eu achava que as conferências mais “generalistas” estavam com os dias contados, surgiu a iniciativa de organizarem o Blockchain Rio, que aconteceu entre os dias 01 a 04 de setembro deste ano.

E, como devem imaginar, por estarmos vivendo um inverno cripto, o grande foco das discussões não foram os preços dos criptoativos: para a minha grata surpresa, na área mais técnica falou-se demais em Web 3.0 e, na parte que tange modelos de negócio, a palavra da vez foi tokenização de ativos.

Não tenho os dados oficiais da organização do evento sobre quantas pessoas participaram. Contudo, estimo que tenham sido pelo menos umas 2 mil por dia, na conferência que contou com mais de 200 palestrantes.

Depois de participar de 5 painéis e falar com incontáveis pessoas, encerrei o evento explicando para um menino de uns 11 anos como funcionava uma tokenização de real estate. E, pasmem: ele entendeu direitinho.

Então, volto a lembrar daquele Bitcoin Pizza Day, com 6 gatos pingados sonhando com a revolução que o Bitcoin faria no mundo… E me dá um frio na espinha ter a certeza de que, hoje, já estamos vivendo de fato toda essa revolução.

Por isso, aproveite o inverno cripto de 2022 para estudar o assunto, participar de eventos e se inteirar sobre tudo que está sendo idealizado e construído no mundo, utilizando tecnologias em blockchain. Assim como nos outros ciclos de valorização dos criptoativos, esse é o melhor momento para isso.

Antes de ir, um convite especial: 

Na próxima semana, no dia 11 de setembro, terá início a imersão de investimentos “Como Começar a Investir”, conduzida pela Olivia Alonso, CEO da Monett, minha sócia e educadora financeira. 

A imersão dura apenas 10 dias e é gratuita, basta se inscrever neste link.

Por Helena Margarido, criptoanalista da Monett.

newsletter
Receba informações exclusivas em seu email

Últimas notícias