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Auren reverte prejuízo e entrega resultados melhores

Auren reverte prejuízo e entrega resultados melhores

A Auren entregou uma melhora nos seus resultados referentes ao 4TRI25, incluindo lucro líquido e alavancagem, além da receita líquida

A Auren (AURE3) entregou uma melhora nos seus resultados referentes ao quarto trimestre do ano, incluindo lucro líquido e alavancagem, além da receita líquida. Quanto ao lucro, este atingiu R$ 354,7 milhões contra prejuízo de R$ 363,6 milhões do mesmo período do ano passado.

A receita líquida foi de R$ 3,8 bilhões ante R$ 3,5 bi do quarto trimestre de 2024, tendo uma alta de 5,6%. O segmento de geração registrou queda de 5,2% e a receita proveniente da comercialização de energia subiu 12%.

O ebitda ajustado também apresentou melhora, chegando a R$ 1 bilhão contra R$ 889,8 milhões, tendo uma elevação de 13,5%.

Já a alavancagem da companhia de energia elétrica saiu de 5,7x para 4,8x. Reflexo da melhora de 1,7% na dívida líquida, que foi de R$ 19,2 bilhões frente o mesmo período do ano passado, quando havia atingido R$ 18,9 bi.

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Ano desafiador

A Auren encerrou 2025 diante de um dos cenários mais desafiadores para o setor elétrico nos últimos anos, marcado pelo agravamento dos cortes de geração — o chamado curtailment — e por mudanças estruturais no ambiente regulatório.

O avanço dos cortes foi resultado de uma combinação de fatores. Entre os principais, destacam-se as restrições na rede básica de transmissão, a carga abaixo do previsto em função de temperaturas mais amenas e o crescimento acelerado da micro e minigeração distribuída (MMGD), que atingiu 10% da carga no quarto trimestre de 2025. Soma-se a isso o maior despacho térmico, impulsionado por novos parâmetros de aversão a risco e aperfeiçoamentos técnicos nos modelos de formação de preços.

Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indicam que a média anual de cortes, excluindo a parcela associada à Razão de Indisponibilidade Externa (REL) ressarcível, alcançou 14,5% para a fonte eólica e 21,0% para a fonte solar no Sistema Interligado Nacional (SIN) em 2025. Em 2024, esses percentuais haviam sido significativamente menores, de 6,1% e 11,2%, respectivamente.

Ainda assim, o impacto bruto dos cortes no trimestre foi de R$ 207,5 milhões, acima dos R$ 195,5 milhões registrados no terceiro trimestre. Considerando os ganhos de modulação, o efeito líquido negativo foi de R$ 137 milhões no período. No acumulado de 2025, o curtailment gerou impacto total de R$ 529,5 milhões, parcialmente compensado por R$ 195,9 milhões em ganhos de modulação, resultando em impacto líquido negativo de R$ 333,6 milhões no ano.

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