A realocação promovida pela XP em março trouxe mudanças relevantes na Carteira de Fundos Imobiliários (FIIs). A equipe de Research reduziu a exposição a RBRR11 (-1,0 p.p.), BRCO11 (-0,5 p.p.) e BTLG11 (-0,5 p.p.) e ampliou a participação em PVBI11 e HSML11 (+1,0 p.p. cada).
O movimento busca diminuir a fatia em fundos logísticos considerados bem precificados e em um fundo de papel com carrego menos atrativo. Em contrapartida, a estratégia eleva a exposição a lajes corporativas de alta qualidade negociadas com desconto e reforça posição em shopping centers com fundamentos operacionais sólidos.
Com 14 ativos e perfil majoritariamente defensivo, a carteira tem como objetivo superar o IFIX no longo prazo. O índice é a principal referência dos fundos imobiliários listados na B3 e serve como benchmark para o setor.
Carteira de FIIs mantém foco defensivo e geração de renda
Em fevereiro, a carteira registrou alta de 0,55%, abaixo do avanço de 1,32% do IFIX no período. Apesar do desempenho inferior no mês, a estratégia manteve forte geração de renda, com dividend yield mensal de 0,92%, equivalente a 11,0% anualizado.
No acumulado de 12 meses, a valorização atinge 28,1%, o que corresponde a 111% do IFIX e a 198% do CDI no intervalo. O resultado reforça a proposta de capturar assimetrias de mercado e entregar retorno superior no horizonte de longo prazo.
A alocação atual está distribuída entre Recebíveis (42,0%), Logística (19,0%), Shoppings (12,5%), Híbridos (10,5%), Hedge Funds (9,0%) e Lajes Corporativas (7,0%). A diversificação busca equilibrar previsibilidade de renda, resiliência operacional e potencial de valorização.






