O BTG Pactual realizou mudanças em sua carteira de fundos imobiliários (FIIs) após ganhos recentes. RBRR11 teve redução de 3%, enquanto MCCI11 subiu 1% e HGBS11 2%. A estratégia busca aumentar o dividend yield médio e reforçar ativos de tijolo.
A carteira tem 15 fundos, liquidez média diária de R$ 10 milhões e dividend yield médio de 11%. Em fevereiro, o portfólio avançou 0,71%, abaixo do IFIX, que subiu 1,32%.
Carteira de FIIs: ajustes em RBRR11, MCCI11 e HGBS11
MCCI11 recebeu maior exposição para aproveitar TIR atrativa (~IPCA + 10% a.a.) e reforçar a renda.
HGBS11 ganhou participação devido ao bom desempenho de shoppings e expectativa de juros em queda.
RBRR11 teve redução para realizar ganhos recentes e equilibrar a carteira.
Cenário econômico: impacto da inflação e juros
Nos EUA, a economia mostra resiliência, mas a inflação segue acima da meta. PCE de dezembro subiu 0,36% e core atingiu 3% ao ano. PIB do 4T25 cresceu 1,4% anualizado, abaixo do esperado. O Fed mantém postura cautelosa, com futuros ajustes de juros dependentes da inflação.
No Brasil, o Copom sinaliza política mais favorável após o ciclo de aperto de 2025. Superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro e déficit previsto de 0,4% do PIB em 2026. O Copom deve iniciar o ciclo de flexibilização com corte de 50 pontos base na Selic.
O BTG Pactual avalia que a inflação será decisiva para ajustes de juros no Brasil e EUA. As mudanças em MCCI11 e HGBS11 buscam estabilidade na geração de renda e oportunidades de valorização, aproveitando a expectativa de queda gradual dos juros ao longo de 2026.






