Tensões geopolíticas, como a guerra na Ucrânia, o confronto entre Israel, Irã e Estados Unidos no Oriente Médio e a crescente rivalidade estratégica entre Estados Unidos e China, têm levado diversos países a ampliar seus gastos militares. Esse movimento reacendeu o interesse do mercado por empresas do setor de defesa e aeroespacial — e abriu espaço para investidores buscarem exposição a esse segmento por meio de ETFs negociados em bolsa.
Nos últimos anos, governos de várias economias passaram a revisar suas políticas de segurança nacional e elevar os orçamentos de defesa. Países da OTAN, por exemplo, vêm ampliando investimentos em tecnologia militar, incluindo drones, satélites, sistemas de defesa antimísseis e inteligência artificial aplicada ao campo de batalha. Esse cenário tende a sustentar a demanda por empresas ligadas ao complexo militar-industrial.
Uma forma de acessar esse setor é por meio do iShares U.S. Aerospace & Defense ETF (BAER39), fundo negociado em bolsa que acompanha o desempenho do índice Dow Jones U.S. Select Aerospace & Defense Index. O ETF reúne algumas das principais companhias americanas ligadas à aviação comercial e militar, sistemas de defesa, tecnologia aeroespacial e equipamentos militares.
Para ter uma ideia, as empresas ligadas a esse fundo tiveram uma elevação de 48% em um ano, ao passo que o índice S&P 500, da bolsa de valores de Nova York, no mesmo período, subiu 17%.
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O que é o ETF de defesa
Administrado pela gestora BlackRock, o fundo permite que investidores tenham exposição a várias empresas do setor em um único ativo. Entre os principais nomes presentes na carteira estão gigantes globais da indústria de defesa, como Lockheed Martin, Boeing, RTX Corporation, Northrop Grumman, General Dynamics e L3Harris Technologies.
Essas empresas atuam na produção de aviões militares, caças, radares, mísseis, satélites e sistemas avançados de defesa. Muitas delas mantêm contratos de longo prazo com governos, especialmente com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e com países aliados da OTAN, o que tende a garantir maior previsibilidade de receitas.
Para investidores, o setor chama atenção por combinar dois fatores relevantes: demanda estrutural e inovação tecnológica. Além da expansão dos gastos militares, muitas dessas companhias também atuam em áreas de ponta, como exploração espacial, sistemas de comunicação avançados, drones e inteligência artificial.
No caso do investidor brasileiro, a exposição a esse segmento pode ser feita de duas maneiras: comprando diretamente o ETF nos Estados Unidos, por meio de corretoras internacionais, ou acessando versões em BDR negociadas na B3, que replicam o desempenho de ETFs estrangeiros e permitem investir no setor sem necessidade de abrir conta no exterior.






