A instabilidade do cenário mundial faz com que a cautela seja a palavra de ordem nos investimentos e na alocação de recursos. Principalmente com a guerra no Irã, que tem elevado os preços dos combustíveis de forma acentuada. Relatório da carteira de ETFs da XP reflete esse momento, trazendo em sua composição, em sua maioria, três fundos de classe pós-fixada; dois indexados à inflação, de um total de 12 ativos – sendo estes últimos, responsáveis pelas maiores fatias de alocação.
Na renda fixa, o cenário trouxe movimentos mistos. As taxas de curto prazo permaneceram pressionadas pelas incertezas inflacionárias, enquanto os vencimentos mais longos encontraram algum alívio diante de reduzidos temores de uma escalada global do conflito militar.
No mercado doméstico, os prêmios de emissões privadas se ampliaram (spread), refletindo reavaliações de risco em setores específicos e saídas de recursos de fundos de crédito.
Quais são os ativos
Os ativos pós-fixados incluídos na carteira de ETFs são o LTBX11 – Composição entre Letras Financeiras do Tesouro e NTN-Bs; GICP11 – Debêntures DI de maior prazo e qualidade; e o NLFA11 – Letras financeiras seniores.
Porém, a maior parte de alocação, de 19% e de 18,50%, respectivamente, estão com os títulos indexados à inflação. É o caso do ETF vinculado ao Tesouro IPCA+ com vencimento em 2030 (XB3011) e ao Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035 (XB3511).
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O XB3011 replica o desempenho do Índice Idex NTN-B 30, que acompanha títulos públicos do Tesouro IPCA+ com vencimento em 2030 (NTN-Bs). Segundo o relatório da XP, esse ativo é utilizado na carteira como instrumento de proteção contra perda de poder de compra, contribuindo para a diversificação da alocação em renda fixa inflação.
“Considerando os percentuais recomendados, a parcela de inflação da carteira terá uma duration aproximada de 6 anos”, informou o relatório.
Já o XB3511 replica o desempenho do índice Idex NTN-B 35, que acompanha títulos públicos do Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035 (NTN-Bs). Ele foi incluído porque está em linha com a priorização com a casa de análise em para títulos de inflação na classe de renda fixa, com destaque tanto para ganhos acima da inflação por meio do carrego diante de taxas historicamente elevadas, quanto para potenciais ganhos com o fechamento da curva de juros reais.






