O banco BTG Pactual (BPAC11) divulgou seu relatório de crédito privado para maio com apenas uma alteração: a inclusão de Autopista Litoral Sul (PLSB1A). De acordo com o banco de investimentos, a recomendação para quem já possui esse ativo é mantê-lo no portfólio. Os demais sete ativos foram mantidos.
O motivo da inclusão deste ativo, segundo o BTG, é o prêmio de crédito atrativo considerando fatores como concessão madura; geração de caixa positiva e volume de tráfego resiliente.
Como ponto de atenção, o banco chama a atenção para o risco regulatório; a natureza do setor de rodovias, que é sujeito às oscilações de ciclos econômicos; e a inflação nos materiais utilizados nas obras, de acordo com o relatório de crédito privado.

O que é a Autopista Litoral Sul
A Autopista Litoral Sul é responsável pela administração e exploração de 406 km das rodovias BR-116/PR, BR-376/PR e BR-101/SC, no corredor logístico que conecta Curitiba (PR) a Florianópolis (SC), um dos principais eixos rodoviários do Sul do país.
A concessão, iniciada em 2008 e com vencimento em fevereiro de 2033, contempla cinco praças de pedágio e registrou tráfego de 168 milhões de veículos equivalentes em 2025, com 67% do fluxo de veículos pesados evidenciando sua relevância para o fluxo de cargas na região.
Com a conclusão do Contorno de Florianópolis, a concessão possui previsão de investimentos de somente R$ 1,1 bilhão até 2033, refletindo o perfil maduro e poucos investimentos até o final da concessão. A companhia pertence ao Grupo Arteris, que tem 100% dessa concessão, e é considerada uma das maiores operadoras rodoviárias do país, que por sua vez tem como acionistas a Brookfield e a Abertis.
A companhia encerrou 2025 com crescimento operacional consistente, impulsionado pelo avanço no tráfego e na tarifa média. O volume total atingiu 168,5 milhões de veículos equivalentes, alta de 2,4% na comparação anual, enquanto a tarifa média subiu 7,2%, para R$ 5,45.
Esse desempenho sustentou a expansão da receita operacional líquida ajustada, que somou R$ 840,8 milhões, avanço de 9,3% em relação a 2024. No mesmo período, o Ebitda ajustado alcançou R$ 662,6 milhões, crescimento de 8,3% na base anual, com margem de 78,8%, praticamente estável na comparação com o ano anterior.
Leia também:
No campo financeiro, a empresa apresentou melhora na estrutura de capital. A dívida líquida recuou 5% em relação a 2024, encerrando o ano em R$ 2,1 bilhões. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, caiu para 3,2 vezes, ante 3,4 vezes no período anterior.
Segundo o relatório BTG sobre crédito privado, a redução do endividamento foi sustentada por uma geração de caixa líquido de R$ 95 milhões, além de um aumento de capital de R$ 90 milhões, fatores que contribuíram para o fortalecimento do balanço ao longo do ano.






