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Flávio Augusto da Silva, do cheque especial ao clube do bilhão

Flávio Augusto da Silva, do cheque especial ao clube do bilhão

Redação EuQueroInvestir

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31 Out 2021 às 10:01 · Última atualização: 31 Out 2021 · 4 min leitura

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31 Out 2021 às 10:01 · 4 min leitura
Última atualização: 31 Out 2021

flávio

Um dos maiores cases de sucesso do País envolve o empresário Flávio Augusto da Silva. Para quem não o conhece, ele é o fundador da Wise Up, escola de inglês que nasceu pequena, virou uma das franquias de maior lucratividade do Brasil, e acabou vendida por quase R$ 1 bilhão para a Abril Educação (para depois voltar às suas mãos).

Antes do negócio de R$ 877 milhões ser fechado em 2013, no entanto, há muito o que falar sobre a caminhada do hoje vitorioso empresário ao seleto hall dos bilionários da Forbes. Isso inclui o início da curiosa relação entre Flávio e o idioma estrangeiro, e tudo o que ele passou até abrir a primeira unidade da Wise Up.

Cheque especial “salvou” 1ª Wise Up

Descubra como surgiu a ideia de criar a Wise Up e, principalmente, de onde vieram os fundos necessários para bancar uma escola de inglês do próprio bolso. E adivinhem: Vieram do popular cheque especial, que tanta dor de cabeça dá aos brasileiros.

Depois de ganhar seus trocados como camelô e de responder a um anúncio de jornal para vender cursos de inglês, algo que fazia em ligações de orelhões (telefones públicos que funcionavam com fichas), tomou gosto pelo idioma estrangeiro e, em 1994, resolveu apostar no segmento.

O problema é que um futuro sócio desistiu do negócio e o deixou com um problemão de R$ 20 mil para resolver. A solução foi recorrer ao cheque especial no banco. A aposta deu certo e, além de pagar rapidamente a dívida bancária, Flávio Augusto da Silva conseguiu abrir outras 23 unidades da Wise Up.

Das franquias à venda bilionária… e à recompra

Depois de espalhar a marca por todo o território nacional, Flávio resolveu expandir os negócios e transformou a Wize Up em franquia. Mais um “tiro” certo do empresário que, pasmem, sabia falar poucas palavras em inglês, mesmo já tendo acumulados alguns milhões em suas contas bancárias.

Em entrevista para a CNN Brasil, Flávio Augusto brincou com a situação e confessou que “só começou a aprender quando foi para a Austrália”, pois saber inglês, ou lecionar o idioma, “não era necessário” para gerir o milionário negócio.

Depois de acumular sob seu guarda-chuva nada menos do que 393 filiais da Wise Up, Flávio recebeu uma proposta tentadora. Em 2013, fechou a venda da marca para a Abril Educação, embolsou R$ 877 milhões e garantiu que os tempos de trabalho como camelô passem longe das próximas 4.543 gerações da sua família.

A Wise Up, no entanto, morava no coração do empresário, que recomprou a marca em 2015, por um valor bem menor do que o que recebeu por ela: R$ 398 milhões.

Dois anos depois, firmou uma parceria com outro empresário do ramo, Carlos Wizard, passando ao ex-rival uma fatia de 35% da empresa.

Orlando City, MeuSucesso.com e mais

O estrondoso sucesso da Wise Up abriu as portas do empreendedorismo para o empresário, hoje parte de um seleto grupo de empreendedores. Parte do dinheiro obtido pela venda foi aplicado em segmentos completamente distintos.

No mesmo ano em que vendeu a marca da escola de inglês, Flávio desembolsou US$ 120 milhões para comprar um time de futebol, até então desconhecido nos Estados Unidos: o Orlando City. O toque de midas do brasileiro fez a equipe ficar mundialmente conhecida, a ponto de levar para lá o hoje ex-jogador Kaká, ex-craque de São Paulo, Milan, Real Madrid e seleção brasileira.

Outra aposta certeira de Flávio, que vendeu o Orlando City por R$ 2 bilhões em junho deste ano, foi a criação do MeuSucesso.com, site de cursos online sobre negócios. O investimento de R$ 6 bilhões foi feito para reunir empreendedores de renome, segundo o empresário. “Aprender com quem já errou, pode te ajudar a errar menos”, ensina, em quem acessa a sua página.

Flávio também é sucesso quando o assunto é redes sociais. Por conta disso, não abre mão de compartilhar ensinamentos em sua página do Facebook, “Geração de Valor”. Ela, inclusive, virou o ponto de partida para os livros Geração de Valor 1, 2 e 3, além da obra Ponto de Inflexão, um dos mais vendidos do segmento no País.

“Eu considero que eu tenho plantado sementes dentro de milhões de brasileiros todas as semanas, e essas sementes, certamente, vão encontrar terrenos férteis e vão dar muitos frutos para as próximas gerações. É isso que eu desejo, esse é o legado que eu quero deixar”, assegurou.

A retomada das Criptos?
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