A WatchTime New York 2026 acontece de 16 a 18 de outubro, no Gotham Hall, em Manhattan, reunindo algumas das principais manufaturas e nomes independentes da relojoaria mundial. Entre os destaques desta edição estão criações de Blancpain, Chopard, Ming, Ferdinand Berthoud, RGM e Frederique Constant, que colocam em evidência o trabalho artesanal, a precisão mecânica e as complicações relojoeiras.
O evento chega em um momento de renovado interesse pelos aspectos técnicos da alta relojoaria. Após um período marcado por discussões sobre valorização no mercado secundário, listas de espera e modelos esportivos de aço, as novidades apresentadas pelas marcas direcionam a atenção para movimentos, materiais, acabamentos e soluções mecânicas sofisticadas.
Calendários perpétuos, repetidores de minutos e mostradores trabalhados manualmente ajudam a contar essa história, revelando diferentes interpretações do luxo contemporâneo.
Ming e Blancpain exploram a criatividade e a tradição
Entre as peças que estarão na WatchTime New York, o Ming × JN Shapiro 37.06 Lightning chama a atenção pelo mostrador de titânio trabalhado artesanalmente. A colaboração entre os relojoeiros independentes combina a técnica guilhoché, realizada manualmente em Los Angeles, com um processo de coloração térmica desenvolvido em Kuala Lumpur.

O resultado é uma superfície que apresenta nuances de azul, roxo e amarelo-alaranjado, sem a utilização de tintas ou vernizes. Cada mostrador possui características únicas, reforçando o caráter artesanal do modelo.
A Blancpain, por sua vez, revisita sua história com o Lady B, inspirado no Ladybird Bullet de 1956. Com caixa esférica de apenas 19 mm, disponível em aço ou ouro vermelho, o relógio reúne estética de joalheria e engenharia em miniatura.

No interior está o calibre automático 615, com 180 componentes e 38 horas de reserva de marcha. A criação evidencia a capacidade da manufatura de desenvolver mecanismos sofisticados em proporções delicadas.
Ferdinand Berthoud e RGM destacam a complexidade mecânica
A busca pela excelência técnica aparece no Ferdinand Berthoud Chronomètre FB 3SPC.4-1, que combina uma caixa de titânio preto ceramizado com um movimento de corda manual certificado pelo COSC.

Um de seus elementos centrais é a espiral cilíndrica, componente ligado à precisão do mecanismo. A arquitetura aberta do mostrador permite observar parte dessa construção, enquanto os acabamentos manuais revelam o cuidado dedicado às pontes e aos detalhes internos.
A RGM aposta em uma interpretação clássica da alta relojoaria com o Model 501-PC Perpetual Calendar. Inspirado nos relógios de bolso do final do século XIX, o modelo apresenta mostrador de esmalte Grand Feu branco, numerais romanos, ponteiros azulados e indicação das fases da Lua.

Seu calendário perpétuo é capaz de acompanhar automaticamente as diferentes durações dos meses e os anos bissextos, uma das complicações tradicionais mais admiradas da relojoaria mecânica.
Frederique Constant valoriza a elegância funcional
A Frederique Constant apresenta uma nova interpretação do Classic Worldtimer Manufacture, relógio desenvolvido para acompanhar diferentes fusos horários.

A versão atualizada possui caixa de 40 mm, mostrador azul com mapa-múndi central e indicação de 24 cidades de referência. O disco de 24 horas permite identificar os períodos diurno e noturno em diferentes regiões do planeta.
Equipado com o calibre automático FC-719, o modelo oferece 72 horas de reserva de marcha. A combinação de funcionalidade, proporções equilibradas e acabamento refinado reforça sua proposta de elegância para quem mantém uma rotina internacional.
Chopard transforma a alta relojoaria em expressão artística
Entre as criações de maior impacto visual da edição está o Chopard L.U.C Full Strike Día de los Muertos, peça única que homenageia uma das celebrações culturais mais emblemáticas do México.
Seu mostrador apresenta uma caveira elaborada em ouro branco e esmalte verde Grand Feu, acompanhada de detalhes gravados manualmente e esmeraldas lapidadas em baguete.

A construção artística acompanha uma das complicações mais elaboradas da relojoaria: o repetidor de minutos, mecanismo que permite anunciar as horas por meio de sons.
O calibre de corda manual L.U.C 08.01-L utiliza gongos de safira integrados ao cristal do relógio para produzir as sequências sonoras. A criação também possui o Selo de Genebra, certificação associada a rigorosos critérios de acabamento e construção relojoeira.
WatchTime New York 2026 reforça o valor da alta relojoaria
Com uma programação voltada a colecionadores e entusiastas, a WatchTime New York 2026 oferece a oportunidade de conhecer de perto relógios que representam diferentes vertentes da indústria, da relojoaria independente às grandes manufaturas suíças.
A seleção deste ano aponta para uma valorização dos fundamentos que sustentam a relojoaria tradicional. A complexidade dos movimentos, a precisão dos mecanismos e a execução artesanal dos acabamentos ganham protagonismo em peças que combinam conhecimento técnico e identidade estética.
Entre criações contemporâneas, referências históricas e complicações raras, o encontro em Nova York coloca novamente o fazer relojoeiro no centro das atenções, destacando o trabalho e a criatividade envolvidos na construção de cada relógio.
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