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Chanel cria seus primeiros troféus esportivos para a histórica regata Oxford-Cambridge

Chanel cria seus primeiros troféus esportivos para a histórica regata Oxford-Cambridge

Maison francesa estreia na criação de troféus esportivos com peças de prata e alumínio inspiradas no J12 para a histórica regata britânica

Há um novo objeto Chanel ligado ao universo do esporte, mas ele não estará à venda nas boutiques. A maison francesa acaba de apresentar os primeiros troféus esportivos de sua história, criados para a tradicional regata entre as universidades de Oxford e Cambridge, no Reino Unido.

Patrocinadora principal da competição desde 2024, a Chanel revelou as peças durante o Presidents’ Challenge, realizado na Somerset House, em Londres. Os troféus serão entregues às equipes vencedoras das provas masculina e feminina da Chanel J12 Boat Race e marcam um novo capítulo na relação da casa com a histórica competição britânica.

Um troféu com referências ao J12

O projeto foi desenvolvido por Arnaud Chastaingt, diretor do estúdio de criação de relógios da Chanel, em parceria com a tradicional ourivesaria londrina Thomas Lyte. A proposta combina dois universos aparentemente distantes: a linguagem clássica das taças esportivas e o design contemporâneo associado à relojoaria da maison.

Feitos em prata esterlina e alumínio, os troféus têm cerca de 50 centímetros de altura. A taça tradicional aparece atravessada por uma moldura retangular, branca na competição feminina e preta na masculina. A escolha cromática remete diretamente ao J12, relógio lançado pela Chanel em cerâmica preta em 2000 e posteriormente apresentado também em branco.

“Estes troféus são os primeiros da nossa história e representam o nosso compromisso de longa data com a Regata”, afirmou Frédéric Grangié, presidente da divisão de relógios e joias finas da Chanel.

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320 horas para produzir cada peça

A aparência limpa esconde uma execução especialmente complexa. Cada troféu exigiu mais de 320 horas de trabalho. Para concretizar o desenho de Chastaingt, os artesãos da Thomas Lyte produziram primeiro a taça de prata seguindo técnicas tradicionais de ourivesaria, como torneamento, fundição e polimento. Depois, precisaram cortá-la ao meio para encaixá-la nos dois lados da estrutura de alumínio.

“Já fizemos milhares de troféus, mas nunca tínhamos cortado um ao meio antes”, contou Kevin Baker, diretor executivo da Thomas Lyte. Foram necessários 120 fixadores e até ferramentas desenvolvidas especialmente para alcançar pontos complexos da estrutura.

O processo de criação levou dois anos e incluiu visitas de Chastaingt ao Reino Unido, encontros com os organizadores e conversas com as equipes para compreender o significado dos troféus dentro da tradição da prova.

“Não se tratava simplesmente de criar um objeto bonito. Tratava-se de dar forma a um momento de conquista que pertence a muitas pessoas”, explicou o designer.

Troféus iguais para homens e mulheres

Há ainda uma decisão simbólica no projeto: os troféus masculino e feminino têm as mesmas dimensões e o mesmo desenho, mudando apenas a cor da moldura. A escolha acompanha a estrutura da própria Boat Race, que desde 2015 oferece às provas feminina e masculina o mesmo financiamento, percurso e nível de cobertura televisiva, segundo Siobhan Cassidy, presidente da The Boat Race Company.

O calendário também dá outro significado à parceria. A prova feminina celebrará seu centenário em 2027, enquanto a masculina completará 200 anos em 2029. O acordo de patrocínio da Chanel deve seguir pelo menos até esse último marco.

Quando o luxo passa a fazer parte do ritual esportivo

A estreia da Chanel nesse território acompanha uma aproximação cada vez mais visível entre grandes casas de luxo e competições esportivas. Em vez de limitar a presença da marca à comunicação do evento, a maison entra em um de seus momentos mais simbólicos: a entrega do objeto que materializa a vitória.

No caso da Chanel, essa conexão passa por códigos reconhecíveis da própria casa. O J12, originalmente concebido como um relógio unissex e inspirado pelo universo náutico, empresta sua linguagem aos troféus e cria uma ponte direta entre relojoaria, design e remo.

Para Chastaingt, a lógica criativa permanece a mesma independentemente da escala ou da função do objeto. “Quer eu esteja criando um relógio Chanel ou criando o troféu da Regata Oxford-Cambridge, meu objetivo é absolutamente o mesmo: criar uma emoção.”

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