O Banco BTG Pactual (BPAC11) publicou, nesta quarta-feira (18), o relatório de análise das ações do grupo Fleury (FLRY3). Neste, a instituição financeira manteve-se neutra em relação à aquisição dos ativos da companhia pelo preço-alvo de R$ 17,00.
Segundo o documento, embora a proposta de expansão seja interessante, a instituição financeira afirma que esta também “adiciona incertezas sobre o quão entrelaçadas estão todas as novas iniciativas de receita do Fleury”.
Além disso, o relatório aponta que é não é possível saber com clareza se o grupo conseguirá mantendo sua lucratividade forte à medida que se afasta de seu negócio principal.
O BTG sustenta também que: “considerando todas as mudanças em curso nas tendências do mercado de saúde, permanecemos neutros, com as ações do Fleury sendo negociadas em 13x P/L 2022/”.

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Fleury anuncia novos investimentos
Ao lado da Atlântica Hospitais (subsidiária do Bradesco e detentora de 30% do Fleury) e da Beneficência Portuguesa, o grupo anunciou, na última terça-feira (17), um acordo de joint venture com o objetivo de expandir seus negócios para o segmento de oncologia. Todos os acionistas terão participação econômica e direitos iguais na governança da JV.
O investimento previsto para os primeiros cinco anos, com a construção de clínicas e centros oncológicos, é de R$ 678 milhões. Destes, o grupo Fleury se comprometeu a investir R$ 226 milhões. Este número representa 14% do capex estimado pelo BTG para os próximos cinco anos.
Estreia do grupo Fleury no segmento de oncologia
Apesar de suas linhas de negócios não estarem diretamente relacionadas à oncologia, o grupo Fleury é líder no ramo de diagnósticos em São Paulo, sobretudo no segmento de alta renda. Por isso, a companhia já conseguia alcançar uma parcela do mercado relacionado a pacientes com câncer.
Embora a mudança trazida pela joint venture seja pequena, segundo o BTG, o anúncio de sua estreia no mercado de oncologia representa um melhor posicionamento para a empresa, uma vez que este segmento tem apresentado crescimento.
O core business de diagnósticos do grupo Fleury passou a ser diversificado nos últimos anos. Recentemente, a empresa adquiriu dois centros especializados em infusão de medicamentos imunobiológicos: o Saha e o Centro de Infusões Pacaembu (CIP), por R$ 120 milhões cada um. Segundo o documento do banco, “isso pode ser sinérgico com tratamentos oncológicos”.
Desta forma, a instituição acredita que a criação desta JV pode ser negativa para outras consolidadoras, como Oncoclínicas (ONCO3), Rede D’Or (RDOR3) e Dasa (DASA3), uma vez que trará mais concorrência no segmento.
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