A bolsa de valores repetiu o dia anterior e voltou a fechar no vermelho nesta quarta-feira (18), com os mesmos menos 1,07%. O índice nacional ficou com 116.642,62 pontos, chegando ao menor patamar desde 1º de abril deste ano. Ao cabo, o Ibovespa não conseguiu se sustentar, diante do que se via nos Estados Unidos.
Em Nova York, os principais índices ficaram negativos mais uma vez. Agora, por conta do Federal Reserve, que indicou em sua ata que espera reduzir os estímulos à economia ainda este ano.
No Brasil, foi um dia de tentativas de apaziguar Executivo e Judiciário, levadas pelo presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o que acalmou agentes de mercado mesmo que brevemente, embora todos ainda estejam de olho nos problemas fiscais e no adiamento da votação da reforma do Imposto de Renda.
Dessa forma, o Ibovespa apresentou na mínima 116.488,72 pontos (-1,20%); e na máxima, 118.738,54 pontos (+0,71%).
O volume financeiro negociado foi de R$ 39,200 bilhões.
Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:
- segunda-feira (16): -1,66% (119.180,03 pontos)
- terça-feira (17): -1,07% (117.903,81 pontos)
- quarta-feira (18): -1,07% (116.642,62 pontos)
- semana: -3,75%
- agosto: -4,24%
- 2021: -2,00%
Juros
- D1F22: +0,08 p.p. para 6,77%
- D1F23: +0,18 p.p. para 8,61%
- D1F24: +0,30 p.p. para 9,54%
- D1F25: +0,35 p.p. para 9,99%
- D1F26: +0,36 p.p. para 10,22%
- D1F27: +0,33 p.p. para 10,42%
- D1F28: +0,33 p.p. para 10,59%
- D1F29: +0,34 p.p. para 10,73%
- D1F30: +0,01 p.p. para 10,37%
- D1F31: +0,33 p.p. para 10,92%
Dólar
O dólar acelerou nesta quarta. A moeda norte-americana ganhou 1,99% e passou a valer R$ 5,3749.
- segunda-feira (16): +0,68% a R$ 5,2807
- terça-feira (17): -0,20% a R$ 5,2701
- quarta-feira (18): +1,99% a R$ 5,3749
- semana: +2,47%
Euro
- segunda-feira (16): +0,13% a R$ 6,1941
- terça-feira (17): +0,09% a R$ 6,1997
- quarta-feira (18): +1,61% a R$ 6,2997
- semana: +1,83%
Criptomoedas*
- Bitcoin: +0,79% a R$ 240.892,90
- Ethereum: -0,24% a R$ 16.260,86
- Tether: +1,86% a R$ 5,38
- Cardano: +6,07% a R$ 11,14
- Binance: -2,29% a R$ 2.128,26
*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)
Bolsa em Nova York e cenário mundial
O Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) divulgou hoje a ata do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), formado por dirigentes da instituição.
Os membros discutiram em sua reunião de julho o início da redução do ritmo de suas compras mensais de títulos, indicando que isso deve ocorrer até o fim deste ano.
Também votaram para manter as taxas de juros de curto prazo perto de zero, ao mesmo tempo expressando otimismo sobre o ritmo de crescimento econômico.
Dirigentes do Fed notaram que a inflação subiu mais que o esperado em 2021. Para participantes, a inflação transitória traz dúvida sobre estabilidade de preços.
Dessa forma, muitos dirigentes notaram que fatores temporários podem manter inflação alta no ano que vem.
“Olhando para o futuro, a maioria dos participantes do comitê observou que, contanto que a economia evoluísse amplamente conforme previsto, eles julgaram que poderia ser apropriado começar a reduzir o ritmo de compras de ativos este ano”, diz a ata.
O documento indica que a economia atingiu sua meta de inflação e está “perto de ficar satisfeita” com a evolução do crescimento do emprego.
Para ter certeza, a ata também refletiu alguma divisão dentro do Fed, com alguns membros preferindo esperar até o início de 2022 para começar a reduzir as compras de títulos.
“Há apenas essa incerteza quando passamos a política fiscal e monetária para que a economia funcione por conta própria”, disse Rachael Aiken, da Rockland Trust, à CNBC. “Acho que o mercado vai continuar volátil”.
Na Europa, a inflação na zona do euro, em julho, recuou 0,1%, em linha com o esperado pelo mercado. Na União Europeia como um todo, houve estabilidade. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (18) pelo Eurostat, órgão oficial de estatísticas do bloco.
No acumulado do ano, até julho, a inflação atingiu 2,2% frente a 1,9% no mês anterior.
Na União Europeia, o acumulado do ano, foi de 2,5% no mês, contra 2,2% em junho. Os mais baixos índices foram observados em Malta (0,3%), Grécia (0,7%) e na Itália (1%).
Nova York
- S&P 500: -1,8%
- Nasdaq: -0,89%
- Dow Jones: -1,08%
Europa
- Euro Stoxx 600 (Europa): -0,17%
- DAX (Alemanha): +0,28%
- FTSE 100 (Reino Unido): -0,16%
- CAC (França): -0,73%
- IBEX 35 (Espanha): +1,18%
- FTSE MIB (Itália): +0,50%
Ásia e Oceania
- Shanghai (China): +1,11%
- SZSE Component (China): +0,72%
- China A50 (China): +1,49%
- DJ Shanghai (China): +1,32%
- Hang Seng HSI (Hong Kong): +0,47%
- SET (Tailândia): +0,50%
- Nikkei (Japão): +0,59%
- ASX 200 (Austrália): -0,12%
- Kospi (Coreia do Sul): +0,50%
Brasil: ambiente político e econômico
A Câmara dos Deputados adiou mais uma vez a votação do projeto de lei (PL) da reforma do Imposto de Renda (IR). Na quinta-feira passada, dia 12 de agosto, havia frustrado a audiência, ao passar a votação para ontem, dia 17. Agora, mais uma frustração. A nova votação ficou marcada para a semana que vem.
Por falta de consenso, o adiamento desta terça (17) escancarou a falta de acordo entre as lideranças sobre as propostas do relatório apresentado pelo deputado Celso Sabino (PSDB-PA).
Nem mesmo a base de apoio ao governo ajudou. Foram 390 votos favoráveis pela retirada de pauta da matéria, contra 99 deputados. O próprio líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR, foto), foi um dos que concordaram com a oposição e entrou no time que votou para adiar a votação para a próxima semana.
O governo não declara como um revés, por ora. Porém, é uma derrota mais escancarada ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), que mais cedo havia dito que votaria de qualquer maneira o PL.
Barros afirmou que o impasse está no pleito dos parlamentares para escalonar a tributação de dividendos e o impacto nos repasses de recursos para os municípios.
O mesmo Barros foi incluído hoje na lista de investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado. A informação foi dada pelo relator do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL).
Na prática, a mudança de condição do deputado, que é líder do governo na Câmara, significa que o colegiado concluiu que pode haver indícios de crimes envolvendo o parlamentar.
De acordo com Calheiros, Barros será investigado pelo “conjunto da obra”. “Estamos agregando o nome dele aos nomes já investigados em função dos óbvios indícios de sua participação nessa rede criminosa que tentava vender vacina através de atravessadores, comprometendo muitas vezes setores da sua própria família e fazendo com que o país perdesse oportunidade de comprar vacinas na hora certa, vacinas que salvariam vidas”, avaliou o relator.
No âmbito dos dados, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) cresceu 12,2% em junho na comparação com maio. As informações foram divulgadas ontem (17) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
De acordo com a CNC, essa foi a primeira alta do ano e veio depois de cinco quedas consecutivas. Na comparação com junho do ano passado, a confiança do empresário avançou 47,6%.
De maio para junho, o principal aumento foi observado no item condições atuais. Conforme os dados, o item cresceu 19,3%, puxado pela satisfação maior com a situação atual da economia (29,3%). A expectativa em relação ao futuro apresentou alta de 11,6%. Já a intenção de investimentos subiu 8%.
Bolsa: ações
Das 84 ações negociadas na bolsa, 29 subiram, 2 ficaram estáveis (IGTA3 e LAME4) e as outras 53 caíram em relação à sessão anterior.
Mais negociadas
- Vale (VALE3): R$ 103,41 (-3,36%)
- Petrobras (PETR4): R$ 26,79 (-0,89%)
- Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 30,29 (+0,20%)
- Bradesco (BBDC4): R$ 22,80 (-0,65%)
- Itaúsa (ITSA4): R$ 11,25 (+0,27%)
Maiores altas
- Cogna (COGN3): R$ 3,24 (+4,52%)
- Braskem (BRKM5): R$ 54,71 (+4,21%)
- Embraer (EMBR3): R$ 18,83 (+3,69%)
- PetroRio (PRIO3): R$ 17,28 (+3,16%)
- CVC (CVCB3): R$ 17,70 (+3,09%)
Maiores baixas
- Ultrapar (UGPA3): R$ 15,30 (-4,97%)
- Usiminas (USIM5): R$ 18,11 (-4,73%)
- Klabin (KLBN11): R$ 24,22 (-3,85%)
- Bradespar (BRAP4): R$ 66,98 (-3,81%)
- Sabesp (SBSP3): R$ 31,69 (-3,53%)
Outros índices brasileiros
- IBrX 100: -1,30% (50.329,89 pontos)
- IBrX 50: -1,48% (19.672,96 pontos)
- IBrA: -1,13% (4.748,89 pontos)
- SMLL: +0,43% (2.731,53 pontos)
- IFIX: -0,18% (2.703,40 pontos)
- BDRX: +1,05% (13.805,06 pontos)
Commodities
Petróleo Brent (outubro)/barril
- segunda-feira (16): -1,53% (US$ 69,51)
- terça-feira (17): -0,69% (US$ 69,03)
- quarta-feira (18): -1,16% (US$ 68,23)
- semana: -3,38%
Petróleo WTI (setembro)/barril
- segunda-feira (16): -1,68% (US$ 67,29)
- terça-feira (17): -1,04% (US$ 66,59)
- quarta-feira (18): -1,70% (US$ 65,21)
- semana: -4,42%
Ouro (dezembro)/onça-troy
- segunda-feira (16): +0,60% (US$ 1.788,95)
- terça-feira (17): -0,28% (US$ 1.784,85)
- quarta-feira (18): +0,09% (US$ 1.789,40)
- semana: +0,41%
Prata (setembro)/onça-troy
- segunda-feira (16): +0,39% (US$ 23,87)
- terça-feira (17): -0,83% (US$ 23,59)
- quarta-feira (18): -0,57% (US$ 23,52)
- semana: -1,01%
Com Wisir Research, BDM e CNBC