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PF cumpre mandados contra Bolsonaro após novo processo no STF

PF cumpre mandados contra Bolsonaro após novo processo no STF

Ex-presidente terá restrições de horário e comunicação após operação da PF determinada pelo STF

A Polícia Federal (PF) realizou na manhã desta sexta-feira (18) uma operação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, cumprindo mandados de busca e apreensão e medidas restritivas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo informações confirmadas pelos advogados de defesa do ex-presidente, Bolsonaro será submetido a algumas restrições, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Entre as medidas cautelares impostas pelo STF, o ex-presidente fica proibido de acessar redes sociais e deve permanecer em casa entre 19h e 7h da manhã.

As buscas estão sendo realizadas na residência de Bolsonaro em Brasília. Simultaneamente, agentes cumprem mandados na sede do Partido Liberal (PL) na capital federal.

A PF divulgou nota oficial confirmando o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão por determinação do STF, embora ainda não tenha se manifestado sobre detalhes da operação.

Outras restrições impostas a Bolsonaro

Além da tornozeleira eletrônica e da proibição de usar redes sociais, Bolsonaro enfrenta outras limitações. O ex-presidente não poderá se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros, nem se aproximar de embaixadas. A medida também impede contato com outros réus e investigados pelo Supremo.

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Uma das restrições específicas impede Bolsonaro de falar com o deputado Eduardo Bolsonaro, seu filho, que atualmente se encontra nos Estados Unidos.

Moraes aponta “tentativa de extorsão” contra a Justiça

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), justificou as medidas restritivas contra Bolsonaro afirmando que o ex-presidente “confessou uma tentativa de extorsão contra a Justiça brasileira ao condicionar o fim do tarifaço de Donald Trump à própria anistia”.

A decisão faz referência ao anúncio feito em 9 de julho pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras, alegando que Bolsonaro sofria uma “caça às bruxas” e atacando o STF.

Para Moraes, a conduta de Bolsonaro configura, em tese, os crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação que envolve organização criminosa e atentado à soberania nacional.

“A conduta do réu JAIR MESSIAS BOLSONARO […] é tão grave e despudorada que na data de hoje (17/7/2025), em entrevista coletiva, sem qualquer respeito à Soberania Nacional do Povo brasileiro, à Constituição Federal e à independência do Poder Judiciário, expressamente, confessou sua consciente e voluntária atuação criminosa na extorsão que se pretende contra a Justiça brasileira, CONDICIONANDO O FIM DA ‘TAXAÇÃO/SANÇÃO’ À SUA PRÓPRIA ANISTIA”, escreveu o ministro.

Trump envia carta a Bolsonaro defendendo ex-presidente

Ontem (17), Trump enviou uma carta a Bolsonaro, na qual argumenta que o ex-presidente brasileiro está sendo vítima de um “sistema injusto” e que o processo contra ele deveria ser encerrado imediatamente.

Segundo Trump, Bolsonaro “foi um líder altamente respeitado e forte, ou seja, que serviu bem ao seu país”, e ressalta ainda que o ex-presidente continua liderando as pesquisas eleitorais no Brasil.

Na carta, Trump também compara a situação brasileira à dos Estados Unidos, afirmando que o atual governo e setores políticos americano estão promovem “ataques à liberdade de expressão”. Ele enfatiza que já demonstrou sua desaprovação a essas ações tanto publicamente quanto por meio de medidas como a política de tarifas.

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*conteúdo atualizado às 11h23 para a inclusão da justificativa de Moraes para a operação contra Bolsonaro