O governo federal e o Banco Central comemoraram os dados do IPCA de dezembro e a inflação dentro da meta, mas quase no limite do teto, de 4,5%. Atualmente, o CMN (Conselho Monetário Nacional) aceita uma tolerância de 1,5 ponto percentual acima ou abaixo do alvo de 3%.
O IPCA de dezembro registrou alta de 0,33%, perto da mediana das expectativas do mercado (0,32%) e da nossa projeção (0,35%). Em 12 meses, o IPCA encerrou 2025 com alta de 4,3%, ante 4,5% em novembro.
“Esse resultado reforça a evidência de que as pressões no mercado de trabalho seguem impactando os preços de serviços, sustentando nossa avaliação de que o segmento continuará pressionado ao longo do próximo ano”, explica o Itaú BBA em um relatório assinado pelo economista-chefe, Mário Mesquita.
O banco manteve a projeção de inflação de 4% para 2026. Acima do centro da meta.
“O resultado final ficou relativamente próximo das expectativas, tanto em termos gerais quanto em termos de composição. A dinâmica da inflação permanece benigna para os segmentos de bens comercializáveis (alimentos e bens industriais), mas os serviços continuam pressionados e aceleraram marginalmente”, indica Bruno Balassiano, economista do BTG Pactual.
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As projeções para o IPCA de 2026 e 2027 do BTG permanecem em 4,1% e 3,8%, respectivamente.
“O movimento de desinflação tende a ser mais gradual em 2026, dado o esgotamento aparente da melhora inflacionária no setor de bens e a resistência ainda observada na inflação de serviços, em um cenário de taxa de desemprego em patamar baixo”, apontam os economistas do Safra, Eduardo Yuki, Matheus Rosignoli e Laura D’Olival.
A projeção do Safra para a inflação em 2026 está em 3,7%. Já o Relatório Focus, em sua última edição, mostrou que o mercado elevou as estimativas para o IPCA de 2026, de 4,05% para 4,06%,
Como funciona a meta de inflação atual?
Entre 1999 e 2018, o CMN definia em junho a meta para a inflação de dois anos-calendário à frente e, entre 2019 e 2023, para três anos-calendário à frente.
Desde janeiro de 2025, em linha com a experiência internacional, a meta passou a se referir à inflação acumulada em doze meses, apurada mês a mês, também conhecida como “meta contínua”.
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