As ações da Motiva (MOTC3), ex-CCR, frequentemente vistas como um investimento comparável com a renda fixa (papéis do Tesouro Nacional), podem ganhar mais atenção dos investidores nacionais e estrangeiros em 2026 devido às expectativas de queda nos juros.
Segundo o último Relatório Focus, do Banco Central, a projeção do mercado é de que a Selic caia dos atuais 15% para 12,25% ao final do ano. De olho nesta conjuntura, o BTG Pactual reforçou a sua recomendação de compra das ações da Motiva, mostra um relatório publicado nesta sexta-feira (9).
“Caso as taxas de juros de longo prazo no Brasil continuem a cair, o investimento na Motiva se torna cada vez mais atraente”, relatam os analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim. Segundo eles, a avaliação atual implica uma TIR (Taxa Interna de Retorno) implícita real de 10%.
Eficiências
O principal desafio da Motiva em 2026 é aliar a participação em novos leilões, enquanto arruma a casa para se tornar mais eficiente. Uma das apostas para liderar esta transformação é o novo diretor financeiro, Rodrigo Araujo, e o CEO de Mobilidade Urbana, Andre Salcedo.
“Acreditamos ainda que a agenda de eficiência deve permanecer uma prioridade para a nova equipe de gestão, dados os ambiciosos objetivos de redução das despesas operacionais em relação às receitas”, observam os analistas do BTG.
“Tornar a Motiva uma empresa mais enxuta e eficiente parece ser um item-chave na agenda da alta administração. A meta é ambiciosa, então acreditamos que o mercado está aguardando melhorias adicionais para se tornar mais otimista nesse aspecto”, concluem.
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