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Petróleo hoje cai quase 5%, e WTI perde os US$ 80 com alívio no Oriente Médio

Petróleo hoje cai quase 5%, e WTI perde os US$ 80 com alívio no Oriente Médio

Pausa nos ataques reduz o prêmio geopolítico, enquanto mercado aguarda a decisão de juros do Federal Reserve

O petróleo hoje (28) opera em forte queda e amplia as perdas registradas no início da semana, com o mercado retirando parte do prêmio de risco provocado pelas tensões no Oriente Médio.

Por volta das 13h48, o petróleo Brent recuava 4,97%, cotado a US$ 81,60 por barril. O WTI, referência americana, caía 4,75%, negociado a US$ 78,69.

A commodity continua pressionada pela pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã, que reduziu o temor de interrupções imediatas no fornecimento global. Os investidores também aguardam a decisão de juros do Federal Reserve nesta quarta-feira (29).

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Petróleo hoje amplia perdas com alívio geopolítico

Os preços do petróleo acumulam mais uma sessão de forte queda depois de terem disparado na semana passada, quando o Brent chegou a superar a marca de US$ 100 por barril.

Naquele momento, o mercado incorporava o risco de restrições simultâneas ao transporte da commodity pelo Estreito de Ormuz, pelo Mar Vermelho e pelo Estreito de Bab el-Mandeb.

A suspensão temporária dos ataques americanos contra o Irã e a sinalização de que Teerã também interromperia suas ofensivas reduziram a probabilidade de uma escalada imediata do conflito.

Com isso, investidores passaram a desmontar posições compradas formadas durante o aumento das tensões e a retirar parte do prêmio geopolítico dos contratos.

WTI cai abaixo de US$ 80

A queda levou o petróleo WTI abaixo da marca de US$ 80 por barril. O contrato recuava US$ 3,92, para US$ 78,69.

O Brent perdia US$ 4,27 e era negociado a US$ 81,60. Na segunda-feira (27), a referência internacional ainda chegou a operar na região dos US$ 86 durante a tarde.

A redução dos preços representa uma correção expressiva em relação aos níveis observados na última semana, quando ataques a petroleiros e infraestruturas energéticas aumentaram os temores sobre a oferta.

O desempenho mostra que o mercado passou a atribuir menor probabilidade a uma interrupção imediata do fluxo de petróleo, embora as principais rotas marítimas continuem sob atenção.

Riscos no Estreito de Ormuz permanecem

Apesar da queda, as incertezas no Oriente Médio não foram eliminadas. O Irã afirmou que ainda controla a navegabilidade no Estreito de Ormuz e mantém uma postura resistente a negociações diretas com os Estados Unidos.

A passagem é uma das rotas mais importantes para o transporte mundial de petróleo e gás natural. Eventuais restrições prolongadas podem reduzir as exportações dos países do Golfo e provocar nova alta das cotações.

Os houthis do Iêmen também afirmaram ter atacado infraestruturas petrolíferas sauditas. Os episódios mantêm a preocupação com o Mar Vermelho e o Estreito de Bab el-Mandeb, utilizados como alternativas para o transporte de energia.

A queda desta terça-feira reflete, portanto, uma redução do risco imediato, e não a normalização completa das rotas comerciais.

Mercado aguarda decisão do Federal Reserve

Os investidores também acompanham a reunião de política monetária do Federal Reserve, que termina nesta quarta-feira.

A manutenção dos juros entre 3,50% e 3,75% continua sendo o cenário mais provável, embora o mercado tenha passado a considerar alguma possibilidade de alta diante das pressões recentes nos preços de energia.

Juros elevados por mais tempo podem desacelerar a atividade econômica e reduzir a demanda por combustíveis nos Estados Unidos, maior consumidor mundial de petróleo.

O índice de confiança do consumidor americano caiu para 90,8 pontos em julho, ante 92,2 em junho. O resultado reforça a cautela com o ritmo da economia e contribui para limitar as perspectivas de consumo de energia.

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Queda alivia pressão sobre a inflação

A redução das cotações ajuda a aliviar as preocupações com uma nova rodada de pressão inflacionária. Petróleo mais barato tende a reduzir os custos de combustíveis, transporte e diferentes cadeias produtivas.

No Brasil, o IPCA-15 avançou 0,06% em julho, abaixo das projeções do mercado. Os juros futuros recuaram por toda a curva após o resultado.

A continuidade da queda do petróleo pode reforçar a percepção de menor pressão sobre os preços, embora a inflação de serviços, o câmbio e os riscos geopolíticos ainda permaneçam no radar.