O Ibovespa futuro avança 0,56%, aos 175.685 pontos, nesta segunda-feira (27) com a perspectiva de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, o que reduz os temores de interrupções na oferta de petróleo.
Com a pausa nas hostilidades, os contratos da commodity recuam mais de 8%, enquanto os futuros das bolsas em Nova York avançam e as bolsas europeias operam em alta. Na Ásia, os índices fecharam majoritariamente em terreno positivo.
Nesse ambiente mais favorável ao risco, o dólar perde força frente às principais moedas e os rendimentos dos Treasuries recuam. Os investidores voltam gradualmente a atenção para a agenda econômica e a temporada de balanços das gigantes de tecnologia. O minério de ferro fechou em queda de 0,27%, cotado a US$ 109,41 por tonelada.
Brasil: setor de energia limita euforia
No Brasil, o cenário externo mais benigno tende a favorecer os ativos locais, especialmente o Ibovespa e a curva de juros. No entanto, a forte queda do petróleo deve limitar o desempenho das ações do setor de energia. No pré-mercado em Nova York, as ADRs da Petrobras recuavam cerca de 3%, enquanto as do Itaú avançavam mais de 2% e o ETF EWZ registrava alta próxima de 0,6%.
Os investidores também acompanham o Boletim Focus desta semana, que trouxe pequenas revisões na trajetória inflacionária.
A expectativa mediana para 2026 recuou de 5,15% para 5,12%, enquanto as projeções para 2027 e 2028 avançaram levemente. Vale destacar que 2028 passa a ser o horizonte de atuação de política monetária na próxima reunião do Copom, marcada para 5 de agosto.
A projeção para a Selic permaneceu em 14% para 2026, 12% para 2027 e 10,5% para 2028. O PIB de 2026 ficou estável em 1,99%, enquanto a projeção para 2027 recuou de 1,65% para 1,60%.
Forte queda testa suportes
Do ponto de vista técnico, a Ágora Investimentos avalia que o Ibovespa voltou a ceder após falhar novamente próximo à resistência de 178.220 pontos, indicando perda de fôlego no curtíssimo prazo.
O índice retorna para a região de 174.280 a 172.900 pontos, que passa a concentrar a atenção como faixa de sustentação imediata. Enquanto preservar a linha de tendência ascendente e, principalmente, o suporte dos 168 mil pontos, a leitura estrutural de recuperação segue válida.
Como recomendação do dia, a Ágora sugere compra do Banco ABC Brasil (ABCB4) na faixa de R$ 23,77 a R$ 23,89, com primeiro objetivo em R$ 24,63 — ganho estimado entre 3,1% e 3,62% — e segundo objetivo em R$ 24,96, com potencial de valorização entre 4,48% e 5,01%. O stop de proteção fica em R$ 23,39, limitando a perda estimada entre 1,6% e 2,09%.






