O petróleo hoje (5) opera em queda, ampliando as perdas da sessão anterior, mesmo com o cenário geopolítico ainda instável no Oriente Médio. O mercado segue dividido entre o risco de prolongamento da guerra que envolve Estados Unidos, Israel e Irã e a avaliação de que parte do prêmio embutido nas cotações ficou excessiva nos últimos pregões.
Por volta das 15h35, o petróleo Brent caía 2,04%, cotado a US$ 93,09 por barril. Já o WTI recuava 2,77%, a US$ 90,46 por barril.
Petróleo hoje: Oriente Médio pesa
O impasse no Líbano coloca incerteza ao quadro regional. O Hezbollah, apoiado pelo Irã, rejeitou um novo cessar-fogo, enquanto Israel manteve a posição de não retirar suas tropas do país. O episódio reduz a percepção de que um acordo mais amplo entre Washington e Teerã possa ser fechado no curto prazo.
Ainda assim, o petróleo recua porque parte dos investidores avalia que, apesar da tensão, não houve uma nova interrupção imediata no fornecimento mundial. O mercado também vinha de sessões de forte estresse, com o Brent perto de US$ 100 em alguns momentos, o que abriu espaço para realização.
A situação segue sensível, porque qualquer piora envolvendo o Irã, o Líbano ou rotas marítimas estratégicas pode voltar a pressionar os preços. Por isso, a queda desta sexta funciona mais como uma correção em meio a sinais contraditórios do que como uma normalização do cenário.
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Alasca no radar
Além do Oriente Médio, o mercado acompanha a política energética dos Estados Unidos. O governo Trump realizará a venda de concessões de petróleo e gás em 689 mil acres no Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico, no Alasca, segundo a Reuters.
O Bureau of Land Management, órgão federal de gestão de terras dos Estados Unidos, ofereceu 60 áreas em leilão, em uma iniciativa alinhada à promessa de ampliar a produção doméstica de energia.






