O petróleo hoje (1º) opera em forte alta, com investidores voltando a embutir prêmio de risco nas cotações após novos ataques no Golfo Pérsico e dúvidas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz.
Por volta das 10h45, o Brent subia 5,23%, cotado a US$ 95,89 por barril. O WTI avançava 6,22%, a US$ 92,79 por barril.
A alta ocorre em meio a relatos de que forças dos Estados Unidos atingiram alvos iranianos durante o fim de semana, com Teerã respondendo aos ataques. As defesas do Kuwait também estariam interceptando mísseis e drones, o que elevou a percepção de risco sobre a região.
Petróleo hoje: Ormuz sob tensão
O mercado vinha operando com algum otimismo em relação a um possível acordo entre Washington e Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Os novos ataques, contudo, desafiaram essa expectativa e reacenderam temores de escalada militar.
Enquanto negociadores dos dois países tentam avançar em um acordo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, permaneceu em silêncio sobre o andamento das conversas, até publicar que todos deveriam “apenas se sentar e relaxar”. No sábado, o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou que os EUA estão prontos para retomar ataques contra o Irã caso um acordo não seja alcançado.
A combinação entre negociação indefinida e risco militar voltou a pressionar os preços. Em momentos de tensão no Golfo Pérsico, o petróleo tende a subir porque o mercado passa a precificar a possibilidade de interrupção no fluxo da commodity.
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Líbano amplia risco
Além do impasse entre Washington e Teerã, investidores também acompanham a ofensiva de Israel no Líbano. O aumento dos confrontos com o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, aumenta o risco de que o conflito se espalhe pela região e enfraqueça o cessar-fogo ainda frágil.






