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Institucionais apostam na queda do petróleo, diz Goldman Sachs

Institucionais apostam na queda do petróleo, diz Goldman Sachs

Dois terços dos investidores institucionais apostam em queda do petróleo, o maior pessimismo em dez anos de pesquisa com 839 clientes

Cerca de dois terços dos investidores institucionais apostam em queda do preço do petróleo, segundo pesquisa do Goldman Sachs com 839 clientes realizada entre os dias 1º e 3 de junho.

O resultado representa o maior pessimismo com o petróleo em dez anos de histórico da pesquisa — e marca um recorde na proporção de investidores bearish, ou seja, com visão de baixa para o ativo.

O conflito no Oriente Médio tem perturbado o tráfego pelo Estreito de Ormuz — passagem estratégica por onde circula parcela significativa do petróleo mundial —, o que contribuiu para a alta recente dos preços.

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Entretanto, os investidores parecem precificar uma resolução futura das tensões, o que reabriria o Estreito e pressionaria as cotações para baixo.

Petróleo é o segundo ativo favorito para posições vendidas

Entre os ativos preferidos para apostas na queda, os títulos do governo de países desenvolvidos lideraram, escolhidos por 22% dos participantes.

O petróleo ficou em segundo lugar, apontado por 21% dos entrevistados como favorito para posições vendidas — estratégia em que o investidor toma emprestado o ativo, vende no mercado atual e espera recomprá-lo mais barato no futuro, embolsando a diferença.

Alta de 56% desde o fim de 2025 não convence institucionais

Apesar da valorização de aproximadamente 56% desde o final de 2025, a maioria dos grandes investidores não acredita na sustentação do patamar atual.

A visão predominante é de que os preços elevados refletem um choque temporário de oferta, e não uma mudança estrutural na dinâmica do mercado de energia.