Com a Azzas 2154 (AZZA3) em meio a disputas entre sócios, ex‑sócios e alienação de ativos, um gestor da Faria Lima disparou em um grupo: “Hoje não faz o menor sentido ser acionista de Azzas. Por nenhum preço”.
Os papéis acumulam queda de 25% em 2026 e de 53% em 12 meses.
Segundo ele, o grupo está “desmilinguindo, esfarelando”.
Para o gestor, “CEO e liderança ruins quebram empresa, sim. Rotatividade, brigas, falta de estratégia e liderança difusa. Eu nunca entendi o arranjo de dois CEOs desde o começo”.
Na sua avaliação, a gestão é “uma aula do que não fazer”.
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Disputa pela Hering
O capítulo mais recente da disputa veio após um grupo de acionistas contratar o BR Partners para assessorá-lo em uma tentativa de comprar ou deter a maior posição na Hering, informou o Pipeline.
O grupo, que representa cerca de 11% do capital da companhia, é capitaneado pela família Hering — fundadora da marca — e busca retomar o controle de uma operação que perdeu rentabilidade e prestígio sob a gestão atual.
A Azzas disse que a marca não está à venda e que não há, no momento, qualquer negociação em curso envolvendo a marca ou os ativos a ela relacionados.
Farm Rio
O movimento, que seria dos fundadores da Hering, acontece em um momento de ebulição para a Azzas 2154, após a empresa confirmar que avalia alternativas estratégicas para a Farm Rio, incluindo uma eventual venda, com a contratação de assessores financeiros para conduzir o processo.
O Bradesco BBI avaliou que o ativo pode ter valor significativo, estimando uma avaliação implícita de R$ 5,2 bilhões para a Farm Rio — valor que supera o market cap atual da companhia.
Para o banco, o debate em torno da potencial venda poderia dar suporte à performance das ações no curto prazo, especialmente por se tratar do ativo com maior potencial de geração de valor dentro do portfólio.
Disputa societária
Em um comunicado divulgado em 19 de junho, a Azzas divulgou o avanço de uma disputa societária envolvendo dois de seus principais executivos, com reflexos diretos na governança e na estrutura operacional da companhia.
O caso envolve divergências entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy, com diferentes processos arbitrais e judiciais em andamento, além de pedidos de reestruturação interna e questionamentos sobre a condução da gestão.
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