O encontro do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que reuniu os principais órgãos do setor elétrico nacional, discutiu a implementação do horário de verão. O tema foi novamente discutido como uma possível estratégia de gestão energética. Entre os órgãos participantes, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) recomendou o retorno da medida.
Na reunião, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, descartou a possibilidade de uma crise energética no Brasil neste ano.
“Não temos chance de crise energética este ano, mas devemos cuidar para que não tenhamos nenhum evento pontual, especialmente nos horários de ponta. A nossa missão é equilibrar segurança energética com modicidade tarifária, ou seja, menores tarifas para o consumidor. Se energia é vida, energia mais barata é sinônimo de renda, emprego e desenvolvimento nacional”, afirmou Silveira.
Impacto positivo do horário de verão
O operador do sistema apresentou estudos que destacam os benefícios potenciais do retorno do horário de verão. Segundo a entidade, a adoção da medida poderia gerar uma economia de até 2,5 GW de despacho termelétrico no horário de pico, entre 18h e 21h.
Essa redução de demanda, de acordo com o ONS, contribuiria não apenas para a redução de custos, mas também para a eficiência do Sistema Interligado Nacional (SIN), ampliando a capacidade de atendimento do sistema elétrico.
A discussão sobre o retorno do horário de verão ganhou força após o aumento de custos e demanda energética nos últimos anos. No entanto, o governo ainda avalia a reintrodução da medida, que foi suspensa em 2019, com base em uma análise mais aprofundada sobre seus impactos econômicos e sociais.
Chuvas e recuperação hídrica
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) também participou da reunião, trazendo previsões otimistas em relação ao volume de chuvas para 2024. De acordo com o órgão, as precipitações devem voltar aos níveis normais nos próximos dias, o que é uma boa notícia para os reservatórios hidrelétricos, fundamentais para a geração de energia no país.
Com o cenário hidrológico melhorando e a possibilidade de adoção do horário de verão, o governo mantém o foco em garantir a segurança do abastecimento e o controle das tarifas, evitando medidas emergenciais no setor elétrico.
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