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Guerra comercial de Trump vai reduzir PIB global, diz Bradesco

Guerra comercial de Trump vai reduzir PIB global, diz Bradesco

Após Trump, deu o primeiro passo em uma guerra comercial com o anúncio de novas tarifas. Mas como isso pode afetar o PIB global?

No último fim de semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu o primeiro passo em uma guerra comercial ao anunciar o início de sua política protecionista, impondo tarifas sobre produtos importados do México, Canadá e China.

Na ocasião, a Casa Branca revelou, e posteriormente recuou temporariamente, uma tarifa de 25% sobre os produtos dos parceiros do Acordo Estados Unidos-MéxicoCanadá (USMCA). Além disso, Trump determinou tarifas de 10% sobre produtos chineses, que entraram em vigor na última quarta-feira (5).

Essas medidas desencadearam uma resposta imediata da China, que aumentou suas tarifas sobre certos produtos americanos e também anunciou uma investigação antitruste contra o Google.

Os três maiores parceiros comerciais dos Estados Unidos são, respectivamente, Canadá (13,2%), México (13,6%) e China (17,1%), que, juntos, representam 43,9% das importações do país em 2022.

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Como ficaria o PIB global diante de uma guerra comercial?

Diante desse cenário de crescente tensão comercial, uma escalada nas tarifas entre os Estados Unidos e outros países pode resultar na redução de até 2,1% do crescimento do PIB global nos próximos quatro anos. A previsão é do Bradesco, com base em cálculos do economista Felipe Wajskop França.

O banco estima que a guerra comercial também poderia elevar a inflação global em até 4,5 pontos percentuais no mesmo período.

“Nossas estimativas parecem representar o pior cenário em termos de tarifação, mas trazem um parâmetro de onde uma disputa retaliatória no comércio mundial poderia nos levar”, escreve economista, que usou como premissa a adoção de uma tarifa universal de 25% dos Estados Unidos em relação ao mundo.

Análise do impacto econômico

Segundo os cálculos, ao final de quatro anos, o impacto seria uma redução de 2,1 pontos percentuais no PIB global, além de um aumento de 7,1% na inflação. Outro efeito negativo seria o aumento da taxa de desemprego mundial, que poderia subir 2,5 pontos percentuais.

“Se aplicada a nossa projeção para o PIB mundial, essa redução acarretaria um crescimento médio de 0,9% ao ano, pior desempenho desde a pandemia e bastante inferior à média de 3,2% da última década”, ressalta França.

Efeitos imediatos e diferença no contexto atual

Curiosamente, o modelo utilizado pelo banco sugere que, no curto prazo, as medidas poderiam ter um impacto positivo. A imposição de tarifas aumentaria 0,2 ponto percentual no PIB global e reduziria 9,1 pontos percentuais na inflação.

No entanto, o economista adverte que esses resultados podem estar distorcidos pela consideração de uma série histórica longa, desde 1964. No início desse período, a economia mundial era menos integrada, o que favorecia os benefícios do protecionismo.

Hoje, com a economia global mais interligada e dinâmica, o efeito inicial das tarifas pode ser limitado. O aumento dos custos pode superar os benefícios do protecionismo, especialmente considerando que muitas das maiores indústrias globais possuem cadeias de suprimentos espalhadas pelo mundo. Assim, o efeito protecionista pode não se materializar da mesma forma que ocorreu no passado.

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