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Geração Z muda perfil dos consórcios e aposta em planejamento para conquistar bens

Geração Z muda perfil dos consórcios e aposta em planejamento para conquistar bens

Dados do Mycon mostram que jovens de até 28 anos já representam 34,9% da base ativa e priorizam carros, imóveis e autonomia financeira

Em meio a juros elevados e maior cautela com o endividamento, a Geração Z começa a ocupar um espaço cada vez mais relevante no mercado de consórcios. Dados do Mycon mostram que consumidores de até 28 anos já representam 34,9% da base ativa de clientes da empresa, sinalizando uma mudança na forma como os jovens brasileiros lidam com crédito, consumo e formação de patrimônio.

O avanço desse público indica que a busca por bens de maior valor, como automóveis e imóveis, não desapareceu entre os mais jovens. O que mudou foi a forma de chegar até eles. Em vez de recorrer diretamente ao financiamento tradicional, parte da Geração Z tem optado por alternativas com maior previsibilidade de custos e menor exposição aos juros.

Segundo Bruno Borges, Chief Marketing Officer do Mycon, o movimento revela uma geração mais atenta ao impacto financeiro das próprias escolhas. “Estamos vendo uma geração que quer conquistar patrimônio mais cedo, mas com muito mais consciência sobre o custo dessa decisão. O consórcio surge como uma alternativa coerente com esse perfil, porque oferece previsibilidade e disciplina financeira sem o peso dos juros”, afirma.

Carro nacional lidera interesse entre jovens

Na base do Mycon, a compra de automóveis nacionais é o principal destino dos consórcios contratados por consumidores de até 28 anos. A categoria concentra 54,5% dos clientes dessa faixa etária. Em seguida aparecem os imóveis, com 28,2%, e as motocicletas, com 14,4%.

Os números mostram que mobilidade e patrimônio estão no centro das prioridades desse público. Somadas, as adesões para automóveis nacionais e motocicletas representam quase 69% dos consórcios entre jovens. Na prática, o veículo deixa de ser apenas um item de consumo e passa a representar independência para trabalhar, estudar e organizar a rotina.

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“O veículo deixa de ser apenas um bem de consumo e passa a representar independência. Para esse público, a decisão de compra está muito mais conectada à liberdade financeira e à mobilidade do que ao consumo por status”, diz Borges.

Consórcio vira estratégia para orçamento mais apertado

Outro dado ajuda a explicar o crescimento da modalidade entre jovens: 51% dos clientes da Geração Z na plataforma recebem até cinco salários mínimos. Nesse contexto, o consórcio aparece como uma forma de acesso planejado a bens de alto valor, especialmente para quem precisa equilibrar renda, parcelas e objetivos de médio prazo.

A lógica também contraria a imagem de consumo imediato frequentemente associada aos mais jovens. Em vez da compra impulsiva, os dados apontam para decisões mais estruturadas, com foco em previsibilidade e organização financeira.

Digitalização aproxima jovens do setor

A maior presença da Geração Z também está ligada à digitalização dos serviços financeiros. Com contratação simplificada, experiência online e mais transparência, o consórcio se aproxima da lógica das fintechs e se torna mais familiar para nativos digitais.

No Mycon, os jovens já se aproximam dos millennials, que representam 43,7% da base ativa. A plataforma reúne cerca de 10 mil cotistas ativos e vê crescer um perfil de consumidor interessado em alternativas menos onerosas para adquirir bens.

Para Borges, esse comportamento deve influenciar o mercado de crédito nos próximos anos. “Há menos tolerância ao custo elevado do financiamento e mais interesse por modelos que permitam conquistar patrimônio com planejamento financeiro. Essa tendência deve influenciar a forma como produtos financeiros serão estruturados nos próximos anos”, conclui.