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Casa Branca amplia exceções às tarifas de Trump e retira cobrança sobre café e outros produtos

Casa Branca amplia exceções às tarifas de Trump e retira cobrança sobre café e outros produtos

O governo dos Estados Unidos decidiu retirar tarifas sobre uma série de itens, incluindo café, carne, algumas frutas e mais

A Casa Branca publicou uma nova ordem executiva ampliando as exceções às tarifas aplicadas a produtos importados, em medida que já está em vigor desde 13 de novembro. O governo dos Estados Unidos decidiu retirar tarifas sobre uma série de itens, incluindo café, carne, algumas frutas, além de produtos típicos da Amazônia, como açaí e castanha do Pará.

A decisão, assinada pelo presidente Donald Trump, integra o esforço para ajustar a política tarifária e aliviar custos em setores considerados estratégicos para a cadeia de consumo norte-americana. As isenções passaram a valer imediatamente para todas as mercadorias enquadradas na lista e retiradas a partir desta quinta-feira (13).

Durante uma entrevista à Fox News exibida na terça-feira (11), o presidente Trump, anunciou que pretendia reduzir as tarifas sobre o café importado. Sem especificar quais países serão beneficiados ou o tamanho do corte, ele declarou que “haverá mais do produto entrando em território norte-americano”.

O comentário surgiu quando a jornalista Laura Ingraham mencionou o aumento do custo de vida nos EUA. Trump rebateu dizendo que a situação econômica do país é sólida.

Exceções às tarifas sobre o café podem impactar o Brasil

As medidas anunciadas por Trump têm potencial para impactar diretamente o Brasil, maior exportador de café do mundo. Desde agosto, o tarifaço imposto por Washington provocou uma forte redução no volume de embarques brasileiros para o mercado norte-americano.

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Naquele mês, os Estados Unidos importaram 301 mil sacas de café, recuo de 46% em relação a agosto de 2024 e de 26% na comparação com julho de 2025. Com a queda, a Alemanha assumiu a liderança entre os compradores do produto brasileiro.

Em setembro, o movimento de retração se intensificou: os EUA caíram para a terceira posição no ranking de importadores, adquirindo 332.831 sacas — queda de 52,8% frente ao mesmo mês do ano anterior. A Alemanha manteve a liderança, com 654.638 sacas, seguida pela Itália, com 334.654.

Mesmo com o recuo nos últimos meses, os Estados Unidos seguem como principal destino do café brasileiro no acumulado de 2025. Foram 4.361.000 sacas enviadas ao país, o equivalente a cerca de 15% de todas as exportações do período.

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