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Banco do Japão mantém juros, mas alerta para possibilidade de nova alta

Banco do Japão mantém juros, mas alerta para possibilidade de nova alta

O Banco do Japão (BOJ) decidiu manter as taxas de juros inalteradas nesta quinta-feira, em uma decisão unânime do conselho. No entanto, sinalizou que poderá elevar os juros no futuro, caso a economia e a inflação avancem conforme o previsto. O banco central revisou para cima suas projeções de inflação e crescimento econômico para 2025. […]

O Banco do Japão (BOJ) decidiu manter as taxas de juros inalteradas nesta quinta-feira, em uma decisão unânime do conselho. No entanto, sinalizou que poderá elevar os juros no futuro, caso a economia e a inflação avancem conforme o previsto.

O banco central revisou para cima suas projeções de inflação e crescimento econômico para 2025.

A taxa básica de juros foi mantida em 0,5%, com apoio unânime dos nove membros do conselho. A decisão já era amplamente esperada, diante da incerteza no curto prazo em relação às tarifas comerciais dos Estados Unidos e ao cenário político instável no Japão.

O BOJ elevou suas expectativas para a inflação do índice de preços ao consumidor (CPI) e para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano.

A nova previsão aponta que o núcleo do IPC — que exclui alimentos frescos e energia — deve ficar entre 2,8% e 3,0% em 2025, acima da estimativa anterior de 2,2% a 2,4%. Já o IPC geral deve alcançar de 2,7% a 2,8%, também superior à projeção anterior, que variava de 2,0% a 2,3%.

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Para o PIB, a expectativa de crescimento subiu levemente, passando para uma faixa entre 0,5% e 0,7%, frente à estimativa anterior de 0,4% a 0,6%.

O banco central afirmou que, apesar de as taxas reais de juros seguirem “significativamente baixas”, continuará ajustando a política monetária — inclusive com possíveis aumentos nas taxas — caso suas projeções econômicas se confirmem.

O governador Kazuo Ueda já havia sinalizado essa possibilidade no início de julho, mantendo os mercados atentos a qualquer indício de postura mais rígida por parte da instituição.

A manutenção das taxas nesta quinta-feira já era amplamente antecipada, considerando a cautela do BOJ diante das incertezas políticas. A decisão ocorre cerca de uma semana após o Partido Liberal Democrático, liderado pelo primeiro-ministro Shigeru Ishiba, perder a maioria na câmara alta do Parlamento japonês.