O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) optou por manter a taxa de juros inalterada em 5% nesta quinta-feira (19).
A decisão, porém, não foi unânime. Oito diretores votaram pela manutenção, enquanto 1 diretor votou por corte de 25 pontos-base.
A decisão ocorre um dia após o Federal Reserve (Fed), banco central americano, baixar os juros pela primeira vez desde a pandemia, reduzindo a taxa para 5%, em um corte de 50 pontos-base, como projetava o mercado.
Banco da Inglaterra: abordagem gradual para remover a política restritiva
Em seu comunicado, o banco central do Reino Unido afirmou que adota uma abordagem gradual para remover a política restritiva. E que seguirá na mesma linha por período suficientemente longo, até que os riscos para que a inflação regresse de forma sustentável ao objetivo de 2% no médio prazo se dissipem.
Na decisão anterior, de 1 de agosto, o BoE optou por cortar os juros em 25 pontos-base. Naquela ocasião, o BoE cortou a taxa de juros de 5,25% para 5%, uma redução de 25 pontos-base.
Desde agosto de 2023, a taxa de juros estava no patamar recorde de 16 anos, em 5,25% ao ano, teto que alcançou após a crise da pandemia de Covid. E a inflação por lá já está bem próxima da meta de 2% estipulada pelo Bando da Inglaterra. Em agosto, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) foi de 2,2% ao ano. No entanto, alguns analistas ainda demonstram preocupação com a inflação de serviços ainda persistente e o crescimento dos salários.






