A WEG (WEGE3) deve apresentar resultados consistentes no segundo trimestre de 2026, com melhora nas tendências de receita, mas ainda pressionada pelo aumento dos custos, segundo prévia da Ágora Investimentos.
A fabricante divulgará seu balanço amanhã (22), antes da abertura do mercado. A casa estima queda anual de 3% da receita em reais, mas retorno ao crescimento em termos neutros de câmbio, com avanço de 2%.
A receita internacional deve ser o principal destaque positivo, com crescimento de 15% em dólares. A projeção é sustentada pela demanda por equipamentos de Transmissão e Distribuição (T&D), geradores e alternadores.
No mercado brasileiro, porém, a Ágora espera retração de 10% da receita. O desempenho deve refletir uma base de comparação mais exigente e os efeitos dos juros elevados sobre os investimentos.
“O crescimento da receita está melhorando, mas as margens continuam sendo a principal preocupação”, resume a Ágora.
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Margem Ebitda da WEG deve cair para 21,2%
A Ágora projeta margem Ebitda de 21,2% para a WEG no segundo trimestre, redução de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025.
A rentabilidade deve continuar pressionada pelos custos mais elevados de matérias-primas e mão de obra. Com isso, o Ebitda é estimado em R$ 2,1 bilhões, queda anual de 7%.
O lucro líquido deve alcançar R$ 1,47 bilhão, recuo de 8% diante do segundo trimestre do ano passado.
Apesar das quedas esperadas, a casa considera que os números devem mostrar uma recuperação gradual da receita, especialmente nas operações internacionais. A pressão sobre as margens, contudo, limita uma leitura mais positiva para o balanço.
Mercado pode reagir de forma neutra ao balanço
A Ágora espera uma reação neutra das ações caso as projeções sejam confirmadas. Segundo a casa, as estimativas estão próximas do consenso do mercado e acompanham as tendências apresentadas recentemente pela empresa.
“Caso nossas estimativas se confirmem, esperamos uma reação neutra do mercado, uma vez que nossas projeções estão amplamente alinhadas com o consenso e as tendências recentes”, afirma a Ágora.
As ações da WEG acumulam queda de 8% no mês. Na avaliação da casa, a desvalorização reflete principalmente o desempenho mais fraco de empresas globais comparáveis e não preocupações específicas com o resultado do segundo trimestre.
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Por que a recomendação para WEGE3 continua neutra?
A Ágora manteve recomendação neutra para WEGE3. Embora reconheça a melhora da receita, a casa avalia que o preço das ações permanece exigente diante da dinâmica mais fraca dos resultados.
Os papéis são negociados a aproximadamente 29 vezes o lucro projetado para 2026. Esse patamar reduz, na visão da corretora, o espaço para uma expansão adicional dos múltiplos.
“Vemos pouco espaço para expansão de múltiplos, com a ação sendo negociada a um patamar exigente, apesar da dinâmica mais fraca dos resultados”, conclui a Ágora.






