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Cruzeiro do Sul acelera receita no 2T26 e supera projeções, diz Ágora

Cruzeiro do Sul acelera receita no 2T26 e supera projeções, diz Ágora

Receita líquida avançou 8,2% na comparação anual, enquanto EBITDA ficou 1% acima do esperado e lucro líquido superou projeção em 7%

A Cruzeiro do Sul (CSED3) apresentou resultados sólidos no 2T26, com aceleração da receita, expansão de margem e números acima das estimativas do Bradesco BBI.

Segundo análise da Ágora Investimentos, a receita líquida cresceu 8,2% na comparação anual, acima da alta de 4,5% registrada no primeiro trimestre. O EBITDA superou a projeção em 1%, enquanto o lucro líquido ficou 7% acima do esperado.

O desempenho da companhia foi impulsionado principalmente pelos cursos de saúde no ensino presencial, que representam cerca de 49% da receita total e cresceram 11% em relação ao mesmo período do ano anterior. A expansão da base de alunos, o melhor mix de preços, o tíquete médio mais elevado e a abertura de 50 vagas adicionais de medicina na Positivo também contribuíram para o avanço.

Margem EBITDA avança e mix de cursos favorece resultado

Além do crescimento da receita, a Cruzeiro do Sul registrou melhora de rentabilidade no 2T26. A margem EBITDA ajustada avançou 2 pontos percentuais na comparação anual, alcançando 29,9%, em linha com a expectativa do Bradesco BBI. Já o EBITDA apresentou crescimento de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Na avaliação dos analistas, a melhora reflete uma margem bruta mais elevada, beneficiada por um mix de negócios mais favorável. A maior participação dos cursos de medicina e do ensino digital ajudou o desempenho, ao lado da alavancagem operacional e da redução das provisões para devedores duvidosos.

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O Ágora também destaca a resiliência do portfólio da companhia. O desempenho dos cursos de saúde mais do que compensou a desaceleração observada nos segmentos digital e semipresencial, reforçando a importância dessa área para os resultados da Cruzeiro do Sul.

Fluxo de caixa fica abaixo das expectativas no 2T26

Apesar dos indicadores operacionais positivos, o fluxo de caixa foi um dos pontos de atenção do balanço. O FCFE, que representa a geração de fluxo de caixa livre para o acionista, somou R$ 47 milhões no 2T26, abaixo da projeção de R$ 99 milhões.

O prazo médio de recebíveis também aumentou. O indicador chegou a 37 dias, cinco dias acima do registrado um ano antes. Segundo a análise, o movimento está relacionado à estratégia da Cruzeiro do Sul de reduzir a venda de recebíveis.

Outro fator observado pelo Ágora foi o crescimento das despesas comerciais. Os gastos, principalmente com marketing para captação de novos alunos e atividades de consultoria, limitaram parte dos ganhos operacionais obtidos no trimestre.

Ágora mantém recomendação de compra para CSED3

Mesmo com a geração de caixa abaixo das estimativas, o Ágora Investimentos classificou o resultado da Cruzeiro do Sul no 2T26 como positivo. A aceleração da receita e a resiliência do portfólio aparecem entre os principais destaques, enquanto a melhora da margem reforça os ganhos de eficiência e os efeitos de um mix considerado mais defensivo.

A casa manteve a recomendação de compra para CSED3, apoiada tanto pelo perfil defensivo da companhia quanto por sua avaliação considerada atrativa. Para os analistas, a exposição aos cursos de saúde segue como um dos principais fatores de sustentação da tese de investimento.

O relatório também aponta perspectivas relevantes de retorno aos acionistas. O Ágora estima um FCFE yield de 20% e dividend yield de 14% em 2027, indicadores que reforçam a visão positiva para as ações, apesar dos pontos de atenção observados na geração de caixa do 2T26.